Com cortes e atraso de salários, UEG vive caos com indicativos de greve

Professores protestaram na manhã desta quarta, 20, por melhores condições na universidade

Professores da UEG protestam por melhores condições | Foto: Divulgação

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) é uma das vítimas da crise financeira que Goiás vive. De acordo com o grupo “UEG em movimento”, no início de 2019, o Governo de Goiás reduziu em 20% o orçamento da instituição, ampliando cortes que haviam sido feitos entre novembro e dezembro de 2018.

Somado a isso, está a situação que os servidores enfrentam com o atraso do salário de dezembro e do 13º de aniversariantes daquele mês. Há, ainda, uma preocupação com uma possível proposta de redesenho da UEG, que estaria sendo estruturada por um grupo de trabalho nomeado pela reitoria.

“Isso está sendo feito sem que seja realizado um efetivo debate com a comunidade acadêmica. Essa equipe poderá, entre outras medidas, propor o fechamento de cursos e de Câmpus”, alerta o movimento de professores em informativo enviado à imprensa.

O grupo ainda anunciou indicativo de greve em 11 campus da universidade. Entre eles, o de Jundiaí, Itapuranga, Porangatu, Formosa, São Luís de Montes Belos, Laranjeiras, em Goiânia, Porangatu, Uruaçu, Iporá, Itumbiara e Pires do Rio.

Na manhã desta quarta-feira, 20, professores se mobilizaram em protesto no centro de Goiânia. Eles reivindicavam pagamento do salário de dezembro, pagamento de bolsas de pesquisa, garantia de participação em eventos científicos, garantia de realização de trabalhos em campo e ainda protestavam contra suspensão na progressão de carreira, cortes no orçamento e aprofundamento da precarização das condições de trabalho e ensino.

Jornal Opção entrou em contato com a UEG para esclarecer os pontos informados pelo movimento e, como nota resposta, a instituição respondeu que “acompanha de perto a situação”. Confira a nota:

“Com relação às manifestações dos docentes e discentes nesta quarta-feira, 20, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) informa que acompanha de perto a situação da folha salarial de dezembro dos servidores da Instituição, bem como tem buscado reverter os cortes em seu orçamento.

Com relação ao redesenho da Instituição, foi montada uma comissão no sentido de estudar um redimensionamento na oferta de cursos, entre outros assuntos. O projeto ainda está em elaboração e, logo após, passará pela apreciação do Conselho Universitário. Só depois será apresentado ao governo.

A UEG também compreende e respeita o direito de sua comunidade acadêmica à livre manifestação.”

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