Com casa caindo aos pedaços, mãe com filha no Crer pede ajuda a prefeitura de Goianápolis

Moradora da cidade tem filha internada na Capital, que deve receber alta nos próximos dias

Parte da casa de Juliana | Foto: Arquivo Pessoal

Juliana Ferreira da Silva é moradora de Goianápolis, Goiás, e mãe de uma menina que se encontra internada no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. A menina sofre com Lúpus e foi diagnosticada com a síndrome de Guillian-Barré. Na quinta-feira, 20, sua filha recebe alta, mas Juliana se preocupa com a recuperação da filha em sua casa, que, segunda ela, está em estado deplorável.

Na sexta-feira, 14, Juliana entrou em contato com o Jornal Opção e contou que está desesperada com a situação e não sabe mais para quem pedir ajuda. Ela relata que a casa, onde mora de favor com o marido e a filha, está caindo aos pedaços e contém infestação de ratos e baratas.

“O que me preocupa é que minha filha não tem os movimentos, ela não mexe nem as mãos e nem as pernas, como eu vou conseguir cuidar dela aqui, correndo risco de pegar alguma infecção por causa dos bichos?”, questionou.

A mulher conta que já entrou em contato com a prefeitura de Goianápolis para que lhe arranjem um novo lugar para morar, com condições mais apropriadas para as necessidades de sua filha, mas disse que o prefeito ainda não lhe deu um retorno.

“Estou tentando tem 4 meses com o prefeito, ele falou que faltando uma semana para ela retornar, ele iria arrumar uma casa para mim, mas até agora nada”, contou revoltada.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura, que disse que recebeu o pedido de Juliana e, embora se solidarize da situação, está com o pedido em análise no jurídico da administração municipal. “O Município não tem muitos recursos e, além disso, juridicamente, tem o limite até onde a prefeitura pode ir, pretendemos ajudá-la dentro dessa possibilidade, mas várias pessoas nos pedem ajuda e tudo tem que ser bem analisado”, disse representante do prefeito Chiquinho (PTN).

Juliana afirma que tem tomado todas as providências que lhe cabem para conseguir alguma ajuda, mas, perto da data do retorno da filha, começa a entrar em desespero. Segundo ela, nem ela e nem o marido trabalham, porque tiveram que se dedicar totalmente para a filha, que depende deles para tudo, inclusive tomar banho.

Ela disse que já entrou em contato com o Ministério Público para intervir na situação, mas ainda não houve resposta por parte do órgão. Ela ainda espera que o prefeito possa ajudá-la e corre atrás de todos os recursos possíveis para que consiga receber a filha em uma casa mais digna.

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