O aumento planejado para 25% da mistura de biodiesel no diesel fóssil no Brasil é uma medida que visa impulsionar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência de fontes de energia não renováveis. A proposta foi defendida pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante a COP 28 em Dubai, nos Emirados Árabes.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), essa mudança pode resultar em uma demanda adicional de 50 milhões de toneladas de soja para esmagamento até 2036. Atualmente, o óleo de soja é a principal matéria-prima para a produção de biodiesel no Brasil.

A proposta também inclui alterações no piso e no teto da mistura do biocombustível no diesel fóssil. O percentual mínimo seria elevado de 6% para 10%, proporcionando uma maior segurança para o setor produtivo em caso de cortes na mistura. Atualmente, o teor da mistura está em 12%.

Essa iniciativa representa um esforço do governo brasileiro para impulsionar a produção e o consumo de biocombustíveis, promovendo a sustentabilidade e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. A Abiove e as indústrias do setor parecem favoráveis à proposta, que também está prevista para ser incluída no Projeto de Lei Combustível do Futuro enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional em setembro.

No governo passado, por exemplo, houve decisões do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que reduziram a adição do biodiesel ao combustível fóssil para 10% quando deveria estar em 14%. Naquelas ocasiões, alguns membros do colegiado chegaram a defender redução mais drástica, para 6%. Com o novo piso proposto pelo Ministério de Minas e Energia, haveria uma garantia de que a mistura não seria menor do que 10%.

Rio Verde é o 2° maior produtor de soja

Com um crescimento de 11% na produção em relação a 2021, Rio Verde subiu duas posições e passou a ocupar, em 2022, a segunda colocação no ranking dos principais produtores de soja entre os municípios brasileiros. O primeiro lugar ficou com Sorriso, no Mato Grosso. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que publicou, na última quinta-feira (14/09), a pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM) 2022. O levantamento também deu destaque ao desempenho de outros municípios goianos, como Jataí, Cristalina, Quirinópolis e Ipameri.

Segundo a PAM, em 2022 a produção agrícola goiana atingiu valor recorde: R$ 77,1 bilhões. Com o resultado, Goiás alcançou o maior percentual de participação no valor da produção agrícola nacional já registrado pelo IBGE, passando de 8,4% (2021) para 9,3% (2022). A principal responsável por este desempenho foi a soja. No ano passado, o valor da produção da oleaginosa somou R$ 43 bilhões no estado (crescimento de 25,9% em relação a 2021). A participação goiana no valor de produção nacional do produto também aumentou de 10% para 12,4%.

Além de Rio Verde na segunda posição no ranking nacional em 2022, com 1,6 milhão de toneladas, Goiás emplacou mais dois municípios entre os 15 maiores produtores de soja do país: Jataí ficou na 11ª posição, com 1,2 milhão de toneladas (mais 8,5% em comparação com o ano anterior); e Cristalina ocupou a 15ª colocação, com 1 milhão de toneladas (aumento de 1,3%). Somados, os volumes entregues pelos três municípios corresponderam a 25,1% de toda a soja produzida no ano passado em Goiás.

Vizinhos da região Sudoeste, Rio Verde e Jataí também figuraram no ranking nacional de maiores produtores de milho em 2022. Com 1,8 milhão de toneladas (queda 25,4% em relação a 2021), Rio Verde foi o quarto colocado; Jataí produziu 1,5 milhão de toneladas (alta de 16,2%) e ficou com a sétima posição. O terceiro maior produtor goiano de milho foi Montividiu, que, com 616 mil toneladas, ocupou a 33ª posição no ranking nacional.