Com aumento de 31%, preço de cesta básica pode variar de R$366 a R$645 na capital

Trabalhador que ganha um salário mínimo pode ter 45% de sua remuneração comprometida

Cesta básica. | Foto: Portal da Prefeitura de Goiânia/ reprodução

Segundo pesquisa publicada nesta quinta-feira, 4, pela Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor do Estado de Goiás (Procon-GO), a cesta básica sofreu um aumento de 31% em relação a 2020. No levantamento do ano anterior, o valor da cesta poderia variar entre R$339,60 e R$497,88. Em 2021, os preços vão de R$366,22 a R$645,44, com 76,24% de variação.

A cesta básica é composta por 13 tipos de produtos que são definidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), por meio do Decreto nº399/1939, ainda em vigor. Ao analisar o preço desses itens em supermercados da cidade de Goiânia, apesar de o aumento médio ter sido de 31,36%, alguns produtos subiram cerca de 75,03%. A análise realizada pelo órgão teve como base alimentos da mesma marca e modelo.

O Procon complementa que com o aumento, um trabalhador que recebe apenas o salário mínimo, que atualmente é R$1.100, tem 45,43% do valor comprometido; cerca de R$449,76.

Por que tão caro?

O Procon justifica que a maior razão para a diferença de preços quando comparado ao ano anterior é a crise desencadeada pelo cenário de pandemia, que trouxe um aumento generalizado ao preço dos alimentos nos supermercados. Isso, porque o aumento do dólar fez com que os produtores priorizassem a exportação ao abastecimento interno.

A advogada especialista em Direito Civil, Taísa Steter, concorda, mas não acredita que exista uma única razão responsável por este aumento. “Temos um fator muito grande desde a alta dos custos por conta da produção no campo, que foi afetada pelo isolamento e o enfraquecimento das relações econômicas.

Taísa complementa que essa alteração de preços impacta diretamente no bolso do consumidor, dado ao histórico de desemprego existente no país que se intensificou no período de pandemia. “A ausência de uma política de enfrentamento de crise agrava ainda mais, e o consumidor final de produtos essenciais é quem mais sofre”, conclui.

Orientações ao consumidor

Ao constatar o aumento, o Procon Goiás propôs algumas orientações ao consumidor, que podem ser utilizadas como estratégia na hora de fazer as compras, para não ultrapassar o orçamento doméstico de cada pessoa.

Dentre as dicas, o órgão recomenda o uso de roteiro de compras e calculadora, para que os itens de maior prioridade não sejam deixados de lado. Além disso, pede atenção à data de validade dos produtos e sugere a comparação de preço entre as marcas.O Procon também ressalta a importância de analisar a vantagem e a lucratividade de determinadas ofertas antes de levar os alimentos para casa.

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