Sinergás afirma que revendedoras estão sendo obrigadas a praticarem preços menores e fala de manifestação de empresários contra aumentos autorizados pelo governo federal

Após o quarto aumento em 30 dias, o preço do gás de cozinha acumulou acréscimo de 20%. A inflação preocupa os revendedores, que temem dificuldades para repassar os valores atualizados aos clientes durante a crise financeira causada pela pandemia de Covid-19.

Ao Jornal Opção o presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), Zenildo Dias do Vale, afirma que há risco de depósitos precisarem fechar as portas. Segundo o líder sindical, a categoria planeja manifestação contra os novos preços estabelecidos pela Petrobrás e autorizados pelo governo federal.

“Nós não conseguimos passar para os consumidores em nenhum dos quatro aumentos”, destaca Zenildo, explicando na sequência que a dificuldade se dá pelas reclamações dos consumidores finais, que se queixam dos altos preços durante a pandemia.

Segundo o presidente a orientação do sindicato é para que os depósitos repassem os valores. “Não está passando porque o consumidor não aceita. Vai baixando o lucro e, daqui uns dias, não vai conseguir pagar nem os funcionários”, pontua.

Preços

Com a atualização, a média do preço praticado pelos depósitos devem girar entre R$ 74 e R$ 84, contra a média anterior que variava de R$ 70 a R$ 80, aumento de 5%. Para Zenildo Dias, era papel do governo federal segurar os preços, devido ao período de crise.

“Somos contra o aumento e estamos decidindo fazer uma manifestação”, informa o presidente, que acrescenta ainda não ter data para o movimento que deve reclamar dos aumentos. “Os empresários precisam defender o consumidor, porque são os consumidores que pagam as contas”, salienta, acrescentando que com o baixo repasse dos valores as vendas não reduziram.