O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) conquistou, neste sábado, 22, o apoio oficial do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), e agora reúne ao seu lado os prefeitos dos dez maiores colégios eleitorais de Goiás. Juntos, esses municípios somam mais de 2,4 milhões de eleitores, o equivalente a quase 48% do eleitorado goiano apto a votar nas eleições de 4 de outubro.

O anúncio de Corrêa foi feito durante um ato político em Anápolis, terceiro maior colégio eleitoral do Estado, com 287,8 mil eleitores. Em discurso, o prefeito afirmou que decidiu permanecer “do lado certo” e projetou uma vitória de Daniel ainda no primeiro turno.

“Com muita paz no coração, com apoio de todo o nosso grupo político, eu venho dizer para vocês que continuo do lado certo. O meu lado certo hoje é estar do lado do Daniel. Eu quero dar uma certeza para vocês: nós vamos vencer no primeiro turno”, declarou.

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Ao agradecer a adesão, Daniel Vilela destacou a parceria administrativa construída com Anápolis e afirmou que um novo mandato permitirá ampliar os investimentos no município. “Ele sabe muito bem que, eu sendo reeleito por mais quatro anos, vou poder ajudar ainda mais. Já temos ajudado muito, investindo muito aqui em Anápolis, e vamos fazer um grande trabalho”, disse o governador, ao Jornal Opção.

Com a entrada do prefeito anapolino, Daniel passa a contar com o apoio dos prefeitos de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Águas Lindas, Valparaíso, Trindade, Senador Canedo e Formosa, o que crava uma base política que alcança praticamente metade do eleitorado goiano.

Além disso, o emedebista reúne o respaldo de 227 dos 246 prefeitos do Estado.

Wilder isolado?

O movimento de Márcio Corrêa representa uma derrota simbólica para o senador Wilder Morais (PL), adversário de Daniel na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. O gestor é filiado ao PL, mas optou por apoiar um candidato de outro partido, tornando-se um dos vários prefeitos da legenda que não aderiram ao projeto eleitoral de Wilder.

Nos bastidores, a decisão dividiu o PL goiano. Enquanto parte da sigla afirmou ter sido surpreendida e esperava ao menos uma posição de neutralidade do prefeito anapolino, outra ala sustentou que o apoio já era previsível diante da proximidade entre Márcio e Daniel e da baixa interlocução de Wilder com lideranças municipais.