Vereador e pré-candidato a prefeitura de Goiânia segue internado na enfermaria sem previsão de alta e afirma ter tomado todos os tipos de medicamentos possíveis, inclusive cloroquina

Felizberto Tavares, pré-candidato à Prefeitura de Goiânia / Foto: reprodução

**Por Mirelle Irene e Felipe Cardoso

O vereador e pré-candidato à prefeito de Goiânia, Felizberto Tavares (Podemos), segue internado sem previsão de alta. O Jornal Opção conversou com o vereador, que foi acometido pela Covid-19 e segue com cerca de 70% dos pulmões comprometidos, sobre seu estado de saúde e como tem sido conduzido o tratamento.

Já há quatro dias fora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Felizberto disse que já se sente melhor, mas garante que viu a “morte de perto”. “Praticamente passei para o lado de lá. Se meu pulmão tivesse piorado 2% ou 3% talvez eu não alcançasse essa recuperação”.

O vereador afirma ter tomado todos os tipos de medicamentos possíveis, inclusive cloroquina, e lamenta o fato da doença ter sido politizada no âmbito da saúde pública. “Alguns seguem um protocolo que outros demonizam. O bolsonarista faz de um jeito, o caiadista de outro, o esquerdista de outro”, disparou.

O pré-candidato a prefeito de Goiânia disse acreditar ter sido vítima da desorganização e falta de sintonia da saúde pública.

“Primeiro porque eles liberam você passando amoxicilina; o médico que ficou mais próximo de mim ficou por uns 3 minutos, o resultado da tomografia não me deram e simplesmente me mandaram para casa”, desabafa.

Com a maior parte dos pulmões comprometidos, Felizberto descreveu a sensação que ainda tem ao tentar respirar fundo: “é como se eu estivesse aspirando uma chama de fogo”.

Projeto político

A situação pela qual Felizberto passou e ainda passa serviu para reafirmar tudo aquilo que ele diz acreditar como indispensável para a saúde pública de Goiânia.

“Precisamos promover uma medicina mais humanizada. Precisamos estimular os profissionais, valorizar aqueles que estão na linha de frente. Outro fato indispensável é o investimento em medicina preventiva, não podemos permitir que esse tipo de situação evolua”.