Para combate à violência contra mulheres, ativistas criam Coletivo “Nem Uma a Menos” em Goiás

O movimento apartidário tem como objetivo fortalecer as estruturas de combate contra a violência às mulheres no estado

Para combate à violência contra mulheres ativistas criam Coletivo “Num Uma a Menos”. Fazem parte do movimento a deputada estadual Adriana Accorsi (PT), mulheres ativistas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento Negro Unificado, o Coletivo Não é Não, o Coletivo Manas e universidades.

De acordo com a deputada Adriana Accorsi, o coletivo Nem Uma a Menos, inspirado no movimento argentino Ni Una Menos, é um ponto de apoio para as mulheres que querem e precisam romper com o ciclo de violência que as cerca. “É necessário amplificar a luta contra a violência às mulheres e dar chance não apenas de sobrevivência às vítimas, mas de independência financeira e emocional das mulheres em relação a seus agressores.”

A deputada pontua que o coletivo é apartidário e tem como objetivo fortalecer as estruturas de combate a violência no estado, ampliar as delegacias especializadas (DEAMs), criar abrigos para proteção das mulheres e de seus filhos e centros de referências, com atendimento psicológicos e assistencial social.

 “Vamos lutar por justiça, por políticas públicas de defesa dos direitos, romper com o silêncio das vítimas, acabar com o ciclo de violência e garantir a vida a todas que procurarem o coletivo. Precisamos nos unir, nos fortalecer e exigir que as autoridades ajam com rigor contra a impunidade”, destaca.

Pandemia

Segundo Accorsi, no ano de 2020, com pandemia da Covid-19, os casos de violência contra às mulheres aumentaram, mas as denúncias diminuíram. “Os assassinatos de mulheres pioraram mesmo durante a pandemia da Covid-19. Temos números muitos graves no estado e precisamos nos unir para proteger a vida de mulheres e meninas de Goiás”, afirma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.