“Colégios militares não podem se tornar política de Estado”, diz Raquel Teixeira

Para mostrar que é possível oferecer educação de qualidade e à altura das unidades da PM, secretária ressalta investimentos feitos em toda a rede pública de ensino de Goiás

Titular da Seduce, Raquel Teixeira | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

No dia em que ocorre o sorteio das 5,6 mil vagas de ensino fundamental e médio em colégios militares para o ano letivo de 2018, a secretária estadual de Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, comentou, durante entrevista ao Jornal Opção, a crescente demanda dos municípios goianos para a implantação de unidades educacionais geridas pela Polícia Militar.

Segundo ela, apesar da grande demanda, não existe por parte do governo de Goiás a intenção de tornar a implantação dos colégios militares uma política de Estado. À reportagem, ressaltou que entende o porquê da alta demanda, mas lembra que a pasta adota como prioridade o oferecimento de “educação laica, gratuita e de igual qualidade para todos”.

“As prefeituras e a população gostam dos colégios militares porque são escolas boas e com uma infraestrutura boa, além da questão da disciplina oferecida. Mas claramente esta não é uma política de Educação do Estado de Goiás”, asseverou.

Neste mês, a Assembleia Legislativa de Goiás aprovou a criação de colégios militares em dez cidades de Goiás e já existem outras 22 unidades criadas por lei ainda aguardando a implantação. Ainda assim, acumulam-se na secretaria pedidos de prefeitos para criação de unidades em seus municípios.

Raquel Teixeira aproveitou para lembrar que o bom desempenho de alunos de colégios militares não é homogêneo. “Há escolas de placa que apresentam melhores resultados do que algumas militares, por exemplo. As pessoas costumam generalizar pelo lado positivo, tendo em consideração três ou quatro unidades. As escolas realmente são boas, mas isto não pode ser encarado como solução”, frisou.

Para mostrar que é possível oferecer educação de qualidade e à altura de colégios da PM, a secretária ressalta os investimentos feitos em toda a rede pública de ensino de Goiás, com aportes milionários, e melhorias em toda a estrutura física e pedagógica nas mais de 1,2 mil unidades espalhadas pelo Estado.

Outra alternativa ao modelo militar é a implantação das Organizações Sociais (OSs) na Educação. “A ideia é fazer das OSs um substituto civil do colégio militar, sobretudo no que diz respeito ao desejo das pessoas pela qualidade de ensino. Assim como ocorreu na Saúde, queremos oferecer esse ‘upgrade’ para a Educação. Ao invés de ser pedido colégio militar, será solicitado colégios geridos por Organizações Sociais”, arrematou.

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edison

Neste país onde a hipocrisia prevalece e a mentira subestima a verdade,temos o dissabor de conviver com a negligência desta raquel teixeira,vocês da secretaria de educação,nunca deram conta de oferecer um ensino de qualidade aos alunos do nosso estado.a policia militar sim,essa consegue manter a ordem e a cidadania de seus aprendizes e corpo docente.mas,tem gente que quer estragar tudo,quem não consegue fazer,atrapalhar é melhor.Parabéns POLICIA MILITAR.

marcela

Realmente o ensino do colégio militar é excelente,mas infelizmente não ha transparência em relação as vagas.Meu filho não foi sorteado e meu sobrinho foi sorteado e não quis a vaga,o certo seria chamar meu filho que era o próximo na lista.Ao menos no Ayrton Senna as vagas dos desistentes se torna moeda de troca.Pessoas q nem siguer tão o trabalho de fazer inscrição conseguem vaga com privilégio de estudar no período matutino,sendo q as vagas do primeiro ano é somente noturna.Ai VC vai procurar saber como uma pessoa q não fez inscrições e outras q fizeram e não foram sorteadas… Leia mais