COE e Ahpaceg se reúnem para buscar soluções para evitar o colapso da sistema de saúde em Goiás

Coordenação conjunta entre órgãos públicos e privados está buscando um solução para evitar o colapso do sistema

Haikal Helou
Haikal Helou Ahpaceg

Na tarde desta quarta-feira, 01, o Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás para Enfrentamento ao Coronavírus se reuniu juntamente com Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) e outras entidades para deliberar as próximas ações contra a Covid-19.

Segundo o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, uma coordenação conjunta entre órgãos públicos e privados está buscando um solução para evitar o colapso do sistema de saúde em Goiás, diante do aumento do número de casos da Covid-19 e da explosão de internações. “Nós estamos coordenando junto com o estado, com as prefeituras e com o governo federal. Neste momento, nós temos pacientes doentes e não faz mais sentido para quem é o leito. É preciso diminuir o número de casos”. frisou.

Para o Haikal Helou, a questão não é apenas abrir mais leitos para o tratamento da Covid-19. “Se a questão fosse abrir mais leitos, já tínhamos resolvido o problema. Mas não é”. Segundo ele, é preciso um trabalho de inteligência e em conjunto. “Nós estamos todos juntos e não temos leitos. Precisamos trabalhar possibilidades para diminuir essa pressão. Esse momento é muito difícil e as pessoas precisam entender a gravidade da situação e se cuidar.”

Sobre a possível reabertura dos serviços não essenciais, Haikal é categórico. “Não é a hora de abrir nada. Se você não tem leito para internar as pessoas, não tem lugar seguro. As pessoas precisam entender a gravidade da situação e elas não entenderam ainda, infelizmente”, pontuou.

Planos de saúde

O Sistema Hapvida, por meio de nota, informou que tem expandido a rede própria e acompanha diariamente os indicadores de procura das emergências por síndrome gripal e internações pelo mesmo motivo.

“Com vasta experiência em 53 cidades, nas cinco regiões do país, durante a pandemia, a rede consegue prever a demanda de leitos e já conta com planos de expansão em ondas, conforme a necessidade. Há, também, a transferência de equipamentos e de profissionais para outras unidades da rede, de acordo com o aumento na demanda por serviços médico-hospitalares”, diz a nota.

A taxa de ocupação de leitos da rede própria do Sistema Hapvida em Goiás é de 82,2% (dados referentes até 28 de fevereiro).

No dia 3 de março, a taxa de internação em UTI de paciente Unimed era de 16,88%. Foram ocupadas 127 de um total de 752 vagas. O percentual de pacientes com covid-19 entre os pacientes Unimed internados era de 64%.

Por meio de nota, a Unimed informou que a gestão da ocupação de leitos na rede conveniada não é feita diretamente pela operadora, mas que a cooperativa “entende a importância do diálogo com diretores dos hospitais para o melhor atendimento a pacientes infectados”.

“Para oferecer mais vagas, é necessário que os hospitais continuem avaliando a parte física e logística para possível adequação de leitos para UTI, e a Unimed Goiânia, inclusive, tem apoiado financeiramente alguns hospitais nesse processo”, continua a nota.

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