Cobrado pela falta de transparência no enfrentamento a Covid, prefeito de Iporá diz que vai responder ao Ministério Público, Polícia e TCM

Vereadores se queixam de não receberem informações sobre gastos com a saúde e no combate ao coronavírus na cidade

O Prefeito de Iporá, Naçoitan Leite, disse que vai responder aos questionamentos dos vereadores da cidade sobre a transparência dos gastos com a Covid-19, junto as entidades de fiscalização. A informação foi dada a imprensa local nesta sexta-feira, 5. As ações do gestor estão sendo questionada constantemente pela falta de transparência.

Por conta da falta de prestação de contas junto a Câmara Municipal, a Comissão Especial de vereadores criado para acompanhar os gastos com o enfrentamento a Covid na cidade resolveram denunciar o Prefeito Naçoitan. Os vereadores levaram os questionamento ao Ministério Público Estadual e Federal, além do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e na Polícia Civil.

“Eles colocaram em dúvida a administração e notificaram o Ministério Publico Estadual e Federal, o TCM e até a Polícia. Eu quero dizer aos vereadores que nós também vamos notificar esses órgãos”, disse o prefeito Naçoitan a imprensa local. Segundo ele, a prestação das contas será feita a esses órgãos.

Na quinta-feira, 4, na sala de comissões da Câmara de Vereadores de Iporá, um grupo de vereadores reclamou da falta de informações. De acordo com Paulo Alves, presidente de Comissão Especial, os vereadores querem que a aplicação financeira seja efetiva e sem superfaturamentos. Existem suspeitas de desvios da gestão tucana.

Segundo os vereadores, de R$ 510 mil enviados para o município, a prestação de contas se deu apenas em pouco mais de R$ 119 mil. Uma das suspeitas dos vereadores é de que uma empresa de Goiânia tenha feito vendas para Iporá, apesar dos produtos comercializadas por elas serem adquiridos em empresas da cidade.

Paulo Alves cobra também relatórios  que não têm chegado no prazo estabelecido. “Somente hoje (5 de junho) foi protocolada a prestação de contas. Já havia duas semanas que não tínhamos essa informação”, diz o vereador.

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