CNJ pede informações atualizadas do processo que Carlinhos Cachoeira responde

Processo completará seis anos em dezembro deste ano e tribunal ainda não julgou recurso em segunda instância

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) terá que prestar informações atualizadas sobre a tramitação do processo a que o bicheiro Carlinhos Cachoeira responde à Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). O ministro Humberto Martins emitiu a determinação, na quarta-feira (21/11), porque o tribunal condenou o empresário em primeira instância há seis anos, mas ainda não julgou o recurso em segunda instância e Cachoeira continua solto.

O TRF-1 deve cumprir a ordem do ministro Martins em até 30 dias. Em primeira instância, o empresário foi condenado a 39 anos de prisão, e ao pagamento de multa de R$ 3,8 milhões como réu na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. O tribunal ainda não se manifestou sobre a determinação do CNJ.

A corregedoria já havia alertado o tribunal sobre a necessidade de monitoramento em agosto deste ano, por meio de avaliação do então corregedor João Otávio de Noronha. À época, ele havia dado um prazo de três meses para que o TRF-1 julgasse o processo ou, mesmo, justificasse a demora.

Não é de hoje que se cobra o andamento deste processo, que já completa seis anos, desde a primeira condenação, em dezembro de 2012. Em 2016, procurador Hélio Telho, do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal em Goiás, ajuizou uma representação por excesso de prazo contra o TRF-1 pela demora no julgamento do caso de Cachoeira.

O empresário foi condenado com mais sete réus pelo juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderido Rocha Santos, que lhe sentenciou pelos crimes de formação de quadrilha armada, corrupção ativa, desvio de dinheiro público, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa. A defesa reitera inocência de Cachoeira.

Jornal Opção entrou em contato com o advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões, que não respondeu até a publicação desta matéria.

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