CMTC recomenda suspensão do Cartão Sitpass Expresso

Companhia acolheu recomendação do Ministério Público, que considerou que cobrança de valor maior que o da passagem acarretava prejuízos aos passageiros

Em nota, a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) anunciou, nesta quinta-feira (18/11), que recomendou a suspensão do serviço Cartão Sitpass Expresso ao Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (SET), à RedeMob Consórcio e às empresas concessionárias.

A atitude foi tomada em cumprimento à recomendação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), que considerou que a cobrança de R$ 1,80 pela sua aquisição causava transtornos e prejuízos aos usuários do transporte coletivo na capital.

O novo serviço funcionava assim: Quem não tinha o cartão recarregável Sitpass – obrigatório para andar de ônibus em Goiânia – podia comprar um por R$ 5,50, R$ 1,80 mais caro que os R$ 3,70 cobrados originalmente. Assim, poderia utilizar o serviço mesmo sem o cartão e receber o valor excedente de volta ao devolvê-lo. O reembolso deveria ser solicitado em um terminal de ônibus.

Além da dificuldade de ressarcimento, a promotora destacou ainda a possibilidade de que o sistema resulte em atrasos, já que o motorista terá que dirigir e vender o cartão. Ela sugeriu que se a intenção é devolver o valor excedente, que a empresa deixe de cobrar por ele e, assim, o usuário devolve o cartão já dentro do ônibus.

Na quinta-feira (17), a Câmara Municipal de Goiânia também aprovou requerimento que pedia a suspensão do cartão. Disponível desde terça-feira (15), o novo sistema está disponível para usuários dos terminais Maranata, Recanto do Bosque e Nerópolis.

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