Clécio Alves troca o MDB pelo Republicanos

Vice-presidente da Câmara Municipal deixou a sigla após entrar em acordo com a direção; ele chegou a “renunciar” a liderança do MDB após manutenção do veto à troca do nome da Avenida Castelo Branco

Vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Clécio Alves deixou o MDB para se filiar ao Republicanos, do prefeito Rogério Cruz (Republicanos), e concorrer a uma das 41 cadeiras disponíveis na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nas eleições deste ano, que acontecem em outubro. O político não tinha “janela partidária”, no entanto, entrou em acordo com a cúpula emedebista para deixar a sigla. Também se filiou ao Republicanos o filho de Clécio, o presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Luan Alves Deodato.  

De acordo com fontes republicanas, o vice-presidente da Casa deve integrar a chapa de deputados estaduais, que já conta com 40 nomes. Além de Clécio, a sigla também recebeu a filiação do ex-prefeito de Trindade Ricardo Fortunato na última quinta-feira, 31, e de Henry Almeida, filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Samuel Almeida. Henry deve fazer uma dobradinha com o deputado estadual Rafael Gouveia, recém-filiado ao Republicanos para concorrer a uma cadeira na Câmara Federal.

Clécio teve a ficha abonada pelo prefeito Rogério Cruz e pelo chefe de gabinete do prefeito, João Alves Firmino (Republicanos). O político foi expulso do MDB a pedido dele mesmo. A estratégia foi adotada para evitar a perda de mandato, já que não há janela partidária para vereador. Antes do acordo para expulsão, o vereador já havia deixado a “liderança” da sigla na Câmara. Durante a votação da queda do veto de Rogério Cruz sobre a alteração do nome da Avenida Castelo Branco para Avenida Iris Rezende Machado, ele pediu renúncia do cargo após “se sentir humilhado” porque os vereadores emedebistas votaram contra a orientação do então líder da sigla. Na época, a sigla, que contava com seis parlamentares, teve dois votos contrários a homenagem a Iris Rezende: Dr. Gian (ausente) e Henrique Alves, que votou pela manutenção do veto, mesmo tendo sido secretário na gestão de Iris.  

Histórico

Segundo suplente na chapa MDB/Democratas nas eleições de 2014, Clécio chegou a ser convocado para assumir uma das cadeiras na Assembleia. Ele foi chamado após as eleições de Adib Elias (sem partido) em Catalão e do secretário de Governo do governador Ronaldo Caiado (UB), Ernesto Roller (sem partido), em Formosa. Com isso, foram convocados Waguinho (MDB) e Clécio Alves (até então no MDB), para assumir o posto. Clécio, no entanto, eleito vereador nas eleições de 2016, decidiu assumir a vereança abrindo a vaga para Lívio Luciano (hoje UB).

Nas eleições de 2018 o vice-presidente da Alego tentou novamente uma cadeira na Alego, desta vez em uma chapa entre o MDB/Republicanos. O político ficou na sétima suplência, com 12.942 votos, bem atrás de Max Menezes (MDB), convocado recentemente para assumir a cadeira de Humberto Aidar.

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