Clécio Alves entra na briga: “PT só é governo em Goiânia graças ao PMDB”

Vereador respondeu o deputado estadual Humberto Aidar, que havia afirmado que o vice-prefeito Agenor Mariano deveria renunciar após críticas ao reajuste do IPTU

Vereador Clécio Alves, do PMDB | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal de Goiânia

Vereador Clécio Alves, do PMDB | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal de Goiânia

Marcelo Gouveia e Sarah Teófilo 

A crise entre o PT e o PMDB na capital parece seguir por um caminho sem volta e coloca em xeque a dobradinha para a eleição municipal do próximo ano. Dessa vez, foi a vez do ex-presidente da Câmara, Clécio Alves, do PMDB, sair em defesa do seu partido. Em entrevista ao Jornal Opção, o vereador sugeriu que o Partido dos Trabalhadores deve o atual governo ao PMDB.

“PT só se tornou governo graças ao PMDB de Iris Rezende. Jamais o PT teria feito prefeito de Goiânia sem nosso partido. Desde 2008, temos mantido uma aliança e o PMDB tem ajudado muita na administração do PT, que ajudamos a eleger”, frisou.

A afirmação de Clécio é uma resposta ao recente comentário do deputado estadual Humberto Aidar (PT) sobre as críticas do vice-prefeito Agenor Mariano (PMDB) ao projeto de reajuste do IPTU apresentado pelo Paço, na última semana. Em entrevista, o petista afirmou que o vice deveria renunciar e o PMDB entregar os cargos à prefeitura.

Para o ex-presidente da Câmara, o posicionamento de Aidar não é novidade, já que, segundo o peemedebista, o deputado nunca viu com bons olhos a aliança entre as duas siglas. “Não é a primeira vez que ele dá esse tipo de declaração. Ele não vê com bons olhos essa aliança, já deixou isso claro”, afiançou.

Questionado sobre o futuro da aliança, Clécio sinaliza que é preciso saber primeiro se o PT compartilha da opinião de Humberto Aidar. Uma questão que, para o peemedebista, apenas o tempo irá mostrar. “Se o PT tiver o mesmo pensamento que o Humberto, não cabe nem a gente decidir. Você anda com quem quiser”, finalizou.

Reajuste

Durante entrevista, Clécio Alves não apenas defendeu o posicionamento do vice-prefeito quanto ao reajuste do IPTU, como afirmou compartilhar da mesma opinião. “Não há como discutir aumento de IPTU em um momento que a população não tem nem dinheiro para alimentação. Não tem sentido aprovar mais um aumento como esse”, avaliou.

Conforme a proposta apresentada pela Secretaria de Finanças, o reajuste abrangerá somente o índice inflacionário para cerca de 80% dos contribuintes, que têm imóveis avaliados até R$ 200 mil. Para o restante, o imposto pode ficar até 25% mais caro.

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