Ciro Gomes quer Marina Silva como candidata a vice-presidente

Os dois foram terceiros colocados nas eleições de 2018 e de 2014 e podem se unir no próximo pleito 

Ex-ministros do governo Lula (PT) e terceiros colocados, respectivamente, nas eleições de eleições de 2018, Ciro Gomes (PDT), e de 2014, Marina Silva (Rede Sustentabilidade), devem andar juntos nas eleições de 2022. O pedetista deve sair como cabeça de chapa e Marina deve sair como postulante a vice. Os dois concorreram às eleições de 2018 e se aproximaram desde então, inclusive, com repercussão a nível Estadual em 2020.

A pré-candidatura de Maria Ester de Sousa (ex-Rede) a prefeitura de Goiânia foi cortada pela sigla, que teria negociado alguns municípios chave para as eleições junto com o PDT e o PSB. Em Goiânia, as três siglas apoiaram a candidatura do deputado federal Elias Vaz, do PSB. De acordo com informações da CNN Brasil, o pedetista tem trabalhado para convencer Marina a concorrer como vice-presidente na chapa dele. Ela não pretende concorrer a um cargo Executivo no próximo pleito, mas o PDT, o presidente da legenda, Carlos Lupi, e a o presidenciável têm tentado demovê-la desta ideia.  

Nem Ciro, nem Marina se pronunciaram sobre o assunto. No entanto, o tema ficou entre os mais comentados no Twitter nas últimas 24 horas. De acordo com o presidente do PDT São Paulo, Antônio Neto, é a chapa mais “bonita e representativa do Brasil”, ao se referir a união entre dois ex-ministros do governo petista que decidiram apoiar uma terceira-via para concorrer às eleições de 2022. “Eu apoio 100% a chapa Ciro e Marina”, acrescentou o pedetista, que é pré-candidato a Câmara Federal.  Nas redes, a possível união ganhou o apelido de “Cirina”.

Terceira-via 

Ciro e Marina foram, respectivamente, terceiros-colocados nas eleições de 2018, o pedetista com 12,47% dos votos e, em 2014, Marina Silva, obteve 21,32% dos votos. Ambos foram ministros do governo Lula entre os anos de 2003 e 2008. Ciro esteve no Ministério da Integração Nacional entre até 2006 e Marina esteve no Ministério do Meio Ambiente até 2008, quando também acumulava o cargo de senadora pelo Acre.  

Eles concorreram em 2018, quando o pedetista obteve 13,3 milhões de votos e ela ficou em 8º lugar, com 1 milhão de votos. Juntos eles tiveram 13,47% do eleitorado de todo o país e tendem a juntar forças nestas eleições de 2022.  

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