Cinco anos depois, Câmara de Goiânia desiste de construir nova sede

Pedra fundamental para uma nova sede chegou a ser lançada na área de 18 mil m² cedida pela Prefeitura à Casa Legislativa, localizada no Park Louzandes

Com o anúncio da ampliação e criação de um novo andar na Câmara Municipal de Goiânia, o Jornal Opção buscou entender o direcionamento da antiga proposta de alteração da sede da Casa Legislativa. Apesar de ter recebido uma área de 18 mil m² cedida pela Prefeitura de Goiânia localizada no Park Louzandes, próxima ao Paço, local onde foi até mesmo lançada uma pedra fundamental simbolizando a nova sede, a Câmara garantiu que essa transferência não será mais realizada.

A justificativa, de acordo com a Casa, é que além da demanda de novos recursos para a construção de uma nova sede, a quantidade de investimento em modernização no atual prédio acabaria perdida. A Câmara de Goiânia ainda afirmou que, neste momento, a Casa não possuiria recursos o suficiente para fazer tal mudança. “Seria preciso realizar um empréstimo, obter esse recurso junto à Prefeitura”, foi explicado ao Opção.

A grande área cedida pela Prefeitura de Goiânia ao Poder Legislativo Municipal, apesar de só ter sido viabilizada durante o governo de Paulo Garcia, foi cedida pelo prefeito Pedro Wilson. A pedra fundamental foi lançada em 2016 pelo vereador Anselmo Pereira (MDB). Apesar de ter ganhado a área e não ter mais a intenção de migrar a sede, a Câmara Municipal de Goiânia ainda não tem uma definição para qual será o destino do lote.

Em 2019, o vereador Denício Trindade chegou a fazer uma sugestão – na época, polêmica. Nesse período, a ideia que prevalecia ainda era a necessidade de migrar a sede da Casa, portanto, o parlamentar chegou a convocar uma audiência pública para discutir a transferência da atual sede da Câmara para a atual sede da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) – uma vez que o Legislativo Estadual também está em processo de mudança de sede – e leiloar o terreno cedido pela Prefeitura de Goiânia.

“Com isso, a área destinada à Câmara, no Park Lozandes, seria levada a leilão e o valor da venda destinado à construção de CMEIs em áreas pré-estabelecidas pela Prefeitura”, frisou o parlamentar, na época. De acordo com o vereador, com a sede da Câmara no terreno da Alego, a sede atual da Câmara seria repassada para o IPSM, enquanto o “Legislativo continuaria funcionando na região central da cidade, permanecendo seu principal objetivo: atender a população de forma segura e rápida”. A proposta, no entanto, não vingou antes, e atualmente também não se coloca como uma alternativa.

A Câmara Municipal, inclusive, reforçou ao Jornal Opção que, um dos motivos de permanecer na atual sede, além dos investimentos já realizados para a modernização, e os que já estão previstos para serem feitos, é a localização. Isso, porque ao estar instalada no centro de Goiânia, se mantém acessível a população de toda a cidade. Especialmente às que só se locomovem através do transporte público.

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