Cientistas tentam reproduzir onças-pintadas com inseminação artificial

Parceria entre pesquisadores de Cincinnati, da Universidade Federal do Mato Grosso e de abrigo de Jundiaí busca aumentar o número de animais na natureza

Onça-pintada, o maior carnívoro terrestre do Brasil | Foto: Reprodução

Em Jundiaí (SP), duas onças-pintadas – chamadas Bianca e Tabatinga – estão passando pelo processo de reprodução assistida, também conhecido como inseminação artificial. A ação dos biólogos e veterinários do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Associação Mata Ciliar é uma tentativa de aumentar o número de exemplares do felino para evitar sua extinção. 

Bianca e Tabatinga foram inseminadas artificialmente em outubro, e a gestação de uma onça dura de 80 a 105 dias, podendo gerar de um a quatro filhotes. Também foram inseminadas artificialmente as jaguatiricas Acerola, Tereré, Jade e Lua. Lua foi o primeiro animal silvestre nascido na América Latina de uma transferência de embrião, a popular “barriga de aluguel”, há 14 anos. 

Se o processo for bem sucedido, novos felinos vão entrar no processo. A inseminação é apenas uma parte do amplo trabalho de biotecnologia aplicada para reprodução dos felinos silvestres. Ao longo de 20 anos, o grupo já trabalhou com 120 animais na coleta de sêmen, transferência de embrião, fertilização in vitro, entre outras técnicas biotecnológicas. Já nasceram três jaguatiricas e uma onça pintada.

O estudo é conduzido por uma parceria de pesquisadores do Centro de Animais Silvestres do Zoológico de Cincinnati, em Ohio, Estados Unidos, e da Universidade Federal do Mato Grosso.

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