Cidadãos vão pagar R$ 250 milhões por nova iluminação de Goiânia

Troca das lâmpadas de mercúrio por LED devem ser iniciadas em maio e durar cerca de 15 meses

Foi publicado na edição do Diário Oficial do Município (DOM), desta terça-feira, 7, a resolução normativa que define as diretrizes para a execução de projetos de iluminação. Segundo o documento, entrará em vigor, em abril de 2022, a taxa de Contribuição para Custeo do Serviço de Iluminação Pública (Cosip). O teto a ser cobrado, que atualmente é de R$ 11,93, pode chegar a R$ 24,35, a partir do primeiro mês.

O que será cobrado, no entanto, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), os valores a serem cobrados irão variar de acordo com o distrito ao qual o cidadão está enquadrado. Em entrevista ao Jornal Opção, a secretária municipal de Relações Institucionais, Valéria Pettersen, o valor se justifica a partir dos R$ 250 milhões que devem ser investidos para que haja a troca das lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED.

“Se você vai em uma praça a noite, você sente insegurança quando a iluminação não é de LED. Aquela ‘lâmpadazinha’ de mercúrio não clareia, então gera insegurança”, justifica a secretária. De acordo com o documento, atualmente, as lâmpadas de LED correspondem a apenas 4,3% do parque luminotécnico da cidade. Essa é a terceira vez que a prefeitura da capital goiana tenta realizar a troca da iluminação completa da cidade por lâmpadas de LED.

Atualmente, Goiânia é dividida em quatro distritos de iluminação pública (DIP) que consideram critérios como a capacidade de contribuição dos habitantes da região, sua densidade populacional e a quantidade e qualidade do serviço de iluminação a ser oferecido.

Quem mora no Setor Central, por exemplo, faz parte do Distrito de Iluminação Pública 1 (DIP 1). Atualmente, o valor cobrado a esse distrito é de R$ 11,93. Com o investimento, o valor da primeira parcela sobe para R$ 24,35. A taxa de contribuição terá redução gradativa ao londo de 60 meses, de modo que o valor da última será de R$ 20,19. A partir do 61º mês, está prevista uma economia de 42%, de modo que os bairros inclusos no DIP 1 passassem a pagar R$ 8,74.

O DIP 2, que inclui o Santa Genoveva, Guabanara, Campus UFG e outros setores, a taxa atual é de R$ 10, 37. O valor a ser cobrado no primeiro mês é de R$ 21,17, a reduzir para R$ 17,55 na 60ª parcela. A partir da 61ª parcela, deve ser cobrado R$ 7,60. Os setores pertencentes ao DIP III e VI atualmente pagam R$ 8,94 e R$ 2,73, respectivamente. Ao fim das 60 parcelas, passarão a pagar R$ 6,55 e R$ 2.

De acordo com a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), o edital da licitação será lançado no início do próximo ano, para que as trocas das lâmpadas sejam iniciadas em abril ou maio de 2022. A previsão é que o serviço seja completado em um período de 15 meses.

Uma resposta para “Cidadãos vão pagar R$ 250 milhões por nova iluminação de Goiânia”

  1. Fins justificam meios?
    Devem inventar outra tecnologia para cobrar do povo novamente.
    Parece pouco para elite magnata. Mas grande povo vai deixar de comprar biscoito “mabel” para elite vangloriar de LED
    CHEGA de cobrar do povo

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