O governo da China informou que a partir de 1º de janeiro de 2026 vai aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina, incluindo a brasileira, que ultrapassarem determinados limites de volume estabelecidos por cotas para cada país exportador. A medida foi oficializada pelo Ministério do Comércio chinês e terá validade de três anos, até o fim de 2028.

Segundo a autoridade chinesa, o objetivo da mudança é proteger a indústria interna, que enfrenta dificuldades diante do aumento das importações nos últimos anos, e equilibrar a oferta doméstica. A tarifa adicional funcionará como uma salvaguarda: carnes que ultrapassarem a cota anual estipulada por país serão tributadas em 55% além da alíquota normal, tornando as exportações mais caras no mercado chinês.

O Brasil, que historicamente é o maior fornecedor de carne bovina para a China, terá a maior fatia das cotas livres de tarifa em 2026, recebendo cerca de 1,1 milhão de toneladas do total de 2,7 milhões de toneladas previstas para o ano. Outros principais exportadores, como Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos, também terão limites específicos, com percentuais menores que o do Brasil.

O anúncio vem em um momento de ajuste das políticas comerciais globais, enquanto Pequim busca enfrentar o excesso de oferta doméstica e fortalecer produtores locais. A expectativa, por parte de analistas, é de que a medida influencie os preços da carne no mercado internacional e reordene as estratégias de exportação dos grandes países fornecedores.

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