“Charlie Hebdo” causa indignação ao publicar caricatura de menino sírio morto

CharlieHebdo

O polêmico semanário francês Charlie Hebdo é o centro das discussões mais uma vez. A manchete do jornal traz uma charge em que faz menção a Aylan Kurdi, o menino sírio encontrado morto em uma praia na Turquia.

A charge de capa mostra um menino morto ao lado de uma placa com símbolos similares aos do Mc Donald’s e com os dizeres: “Bem-vindos imigrantes! Tão perto do objetivo… Promoção! 2 menus infantis pelo preço de 1”.

Há também outra charge em que aparece a figura de Jesus e a de um menino se afogando. O texto diz: “Prova de que a Europa é Cristã: cristãos andam sobre a água, crianças muçulmanas afundam”.

As charges têm gerado polêmica. Uns acusam a revista de utilizar a foto do menino Kurdi para fazer suas críticas. Alguns usuário do Twitter já começaram a usar a hashtag #jenesuispasCharlie [Eu não sou Charlie, em francês], frase que faz oposição a #eusouCharlie, lançada quando a revista sofreu ataques terroristas em fevereiro deste ano.

Algo é certo: as críticas da revista vão ao encontro daquilo que muitos já disseram: uma grande parte dos problemas da imigração do Oriente Médio para a Europa pode, sim, ser atribuída às ações históricas tanto de europeus quanto dos Estados Unidos na região. Logo, a crítica, embora pesada, pode ser considerada acertada. E a charge? Exagerou? Sim, mas nada diferente daquilo que a revista vem fazendo já há muito tempo. Se é bom ou ruim, aí já é outra história.

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