Cesta básica em Goiânia cai 2,07% em agosto

Maior variação de preço foi no tomate, que diminuiu 21,24%. Em 12 meses, os valores dos produtos aumentaram em todas as capitais pesquisadas

O preço da cesta básica teve uma redução no mês de agosto em 15 capitais brasileiras (de 18 analisadas), conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com a instituição, as maiores quedas foram em Fortaleza (-4,60%), Salvador (-4,02%), Brasília (-3,46%) e Rio de Janeiro (-2,77%). Em Goiânia, a diminuição foi de 2,07%.

Foram registradas altas em Porto Alegre (1,20%) e João Pessoa (0,28%). Já em Recife, o custo dos produtos  praticamente não se alterou (0,01%). Porto Alegre foi a cidade em que a cesta registrou maior valor, custando R$ 387,83. Em seguida vem São Paulo (R$ 386,04), Florianópolis (R$ 372,79) e Rio de Janeiro (R$ 361,93). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 283,02), Natal (R$ 286,36) e Salvador (R$ 305,11).

Ao analisar 12 meses, entre setembro de 2014 e agosto deste ano, as 18 capitais acumularam alta no preço da cesta. As variações ficaram entre 5,84%, em Natal, e 22,77%, em Aracaju. Nos oito primeiros meses de 2015, todas as cidades acumularam altas. As maiores elevações registradas foram em Aracaju (15,19%), Salvador (13,92%), Fortaleza (13,24%) e João Pessoa (13,00%). Os menores aumentos foram em Brasília (3,94%) e Florianópolis (5,58%).

Em agosto, os produtos que tiveram predominância de alta de preços nas cidades foram pão francês, leite, carne bovina e café. Já a batata, o tomate, o feijão e o óleo de soja tiveram retração de valor na maioria das capitais.

Com base na cesta mais cara, a de Porto Alegre, o departamento estima que o valor do salário mínimo necessário para suprir as necessidades de um trabalhador e família em agosto deste ano deveria equivaler a R$ 3.258,16, ou 4,13 vezes mais do que o mínimo de R$ 788. Em julho desse ano, o mínimo necessário era R$ 3.325,37, ou 4,22 vezes o piso salarial. Em agosto de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família era de R$ 2.861,55, ou 3,95 vezes o salário mínimo, que na época era R$ 724.

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