Cerca de 36 milhões de brasileiros são hipertensos e muitos sequer sabem disso 

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, cardiologistas alertam sobre cuidados básicos com a saúde

| Foto: Ministério da Saúde

Celebra-se hoje, dia 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data foi criada há 18 anos com o intuito de chamar atenção das pessoas para os sintomas, tratamento e, principalmente, para os modos de prevenção da doença popularmente conhecida por “pressão alta”. Na maioria dos casos, a doença começa de forma discreta. No entanto, quando diagnosticada e não tratada pode causar sérios problemas.

A hipertensão ocorre quando há um aumento da pressão sanguínea nas artérias, o que pode afetar o coração, os vasos sanguíneos, o cérebro e os olhos e causar uma série de problemas, como infarto, doenças renais e acidente vascular cerebral.

“Essa é uma doença bastante prevalente. No Brasil, temos o equivalente a 32%, ou seja, algo em torno de 36 milhões de brasileiros, hipertensos. Entre os idosos os índices são ainda mais expressivos. Cerca de 60% são acomtedidos pela hipertensão”, disse a médica cardiologista Fabíola Araújo de Siqueira, do Hospital Anis Rassi.

médica cardiologista Fabíola Araújo de Siqueira, do Hospital Anis Rassi / Foto: Divulgação 

Na maioria dos casos, a hipertensão não tem cura. No entanto, ela pode ser controlada, permitindo que o hipertenso leve uma vida normal. Pensando nisso, o Anis Rassi aproveita a aproximação do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial para disparar alertas às pessoas no que diz respeito a importância da adoção de atitudes preventivas.

O médico cardiologista e diretor Administrativo da unidade de Saúde, Alexandre Gabriel Rassi, observa que o tratamento da hipertensão pode incluir o uso contínuo de medicamentos ou a simples mudança hábitos de vida e de alimentação com a inclusão da prática regular de atividades físicas e a redução do consumo de sal e gordura.

Médico cardiologista, Alexandre Gabriel Rassi / Foto: Divulgação

É fundamental, segundo ele, que os hipertensos tenham um bom acompanhamento médico, façam o controle da pressão arterial e sigam atentamente as prescrições. O uso de medicamentos, por exemplo, nunca deve ser suspenso sem autorização.  Em caso de dúvida, o paciente jamais deve suspender ou trocar a medicação por conta própria. A orientação é consultar um médico cardiologista.

Os pacientes hipertensos também devem ficar atentos à Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que neste ano começou mais cedo em todo o Brasil. Segundo ele, a hipertensão, assim como as cardiopatias e outras enfermidades crônicas, deixa a pessoa mais vulnerável a complicações decorrentes de doenças infecciosas, por isso a vacinação é importante.

Coronavírus

A médica Fabíola Araújo lembrou ao Jornal Opção que os hipertensos compõem o grupo de risco da Covid-19, especialmente aqueles com hipertensão não controlada.

Ela aproveitou ainda para alertar aqueles que tomam medicamentos para controle da doença. “Um estudo divulgado recentemente dizia que havia uma enzima nos remédios de hipertensão que poderia acarretar em uma piora em caso de coronavírus. Depois o estudo foi refeito e viram que a situação não era exatamente essa. No entanto, muitas pessoas suspenderam o uso de seus medicamentos, o que é altamente perigoso”, alertou.

Fatores de risco

Dentre os fatores de risco estão o envelhecimento; estresse; hábitos alimentares inadequados, como o consumo exagerado de sal e gordura; histórico familiar; obesidade; sedentarismo; sobrepeso; tabagismo e outros.

Sintomas

Quanto aos sintomas, estão entre eles: alteração na visão; dor de cabeça frequente; falta de ar; palpitações e tontura. Mas lembre-se que a doença é silenciosa. Portanto, consulte um médico para exames de rotina e consulte sua pressão arterial regularmente.

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