Integrante da Comissão Especial de Inquérito, vereadora Dra. Cristina afirma que “corredor da morte foi instalado” na atual gestão da capital goiana

[relacionadas artigos=”107852, 108354″]

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga a Saúde Municipal deliberou nesta sexta-feira (27/10) que atuará em duas frentes: contratos e prestação de serviços. Para tanto, os membros da comissão farão diligências em locais que não serão divulgados previamente, sendo que a primeira ocorrerá na próxima segunda-feira (30).

Membro da CEI, a vereadora Dra Cristina (PSDB) afirmou que existe uma programação para visita a todas as unidades de saúde da capital. “Vamos fazer visita in local em todos os locais”, afirmou em entrevista ao Jornal Opção.

Segundo ela, a atual gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB) no que diz respeito principalmente à Saúde, ainda, mesmo depois de 10 meses, não “mostrou a que veio”. “É uma sensação de casa abandonada. Parece que vai ter um vendaval e todo mundo saiu correndo”, lamentou.

Responsável pela inclusão na CEI da investigação da denúncia da falta de repasse por parte da prefeitura para Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais privados conveniados, a vereadora foi incisiva: “O corredor da morte foi instalado na atual gestão”, finalizou.

Casos

Quem procurou atendimento de urgência e emergência no Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) do setor Novo Horizonte na manhã da última sexta-feira (27/10) foi redirecionado para outra unidade de Saúde da capital por falta de funcionários.

Segundo informações do local, apenas um médico estava trabalhando no atendimento emergencial, sem o auxílio de nenhum enfermeiro e, portanto, a unidade está fechada para novos pacientes ao menos neste turno.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) negou a informação de que a emergência está fechada, dizendo que oito pacientes recebiam atendimento no local nesta manhã. Uma funcionária disse ao Jornal Opção, porém, que tem orientado a população a procurar outra unidade.

Jornal Opção esteve ainda em unidades de saúde da capital nesta semana e ouviu as queixas dos servidores. Por medo de represálias, os funcionários não quiseram se identificar e pediram que a reportagem sequer indicasse as unidades de saúde em que trabalham.

Um médico que conversou com nossa equipe contou que o setor de exames piorou muito na atual gestão.

Outro ponto levantado pelos profissionais que tem atrapalhado o atendimento é o sistema eletrônico da prefeitura. Segundo os servidores, o sistema é instável.