CEI das Pastinhas aprova requerimento para apurar possível fraude no Nexus

Vereadores querem que perito analise as assinaturas da pesquisa de opinião do Estudo de Impacto de Vizinhança após Jornal Opção mostrar com exclusividade possível fraude

Vereadores durante reunião da CEI das Pastinhas | Foto: Marcello Dantas

Vereadores durante reunião da CEI das Pastinhas | Foto: Marcello Dantas

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Pastinhas, da Câmara Municipal de Goiânia, aprovou na manhã desta terça-feira (6/10) um pedido de perícia técnica das assinaturas da pesquisa de opinião do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do megaempreendimento Nexus Shopping & Business. Estudo foi feito para obter o alvará de Uso de Solo do gigante do Setor Marista, em Goiânia.

Decisão dos vereadores veio após matéria exclusiva do Jornal Opção, que mostrou possível fraude de assinaturas na pesquisa de opinião. A reportagem percorreu ruas dos setores Oeste, Bueno, Marista e Sul em busca das pessoas que assinaram a documentação para saber se, de fato, foram consultadas sobre a construção do empreendimento na Avenida D com a Avenida 85, em frente ao viaduto Latif Sebba.

Como relatado na reportagem, constatou-se que em diversos endereços apontados nos formulários, as pessoas desconheciam a construção que irá impactar a população da região. Além disso, o perito criminal Juscélio Luiz, especializado na área de documentoscopia, constatou em análise preliminar de uma amostra com 12 documentos, que algumas assinaturas podem ter sido feitas por uma mesma pessoa.“O que o jornal constatou de forma técnica é a comprovação de uma suspeita que nós já tínhamos”, disse o presidente da CEI, vereador Elias Vaz (PSB).

O parlamentar explicou ainda que a iniciativa de pedir a perícia é importante para anexar prova formal aos relatórios da CEI de que a empresa contratada pela Consciente Construtora teria falsificado as assinaturas na pesquisa de opinião. Se forem comprovadas as irregularidades, Elias Vaz apontou que serão cobradas medidas da prefeitura. “Se a perícia confirmar a fraude, vamos pedir a cassação do alvará de construção da Nexus. O Estudo de Impacto de Vizinhança é um requisito básico para liberação do alvará. Se ele é nulo, o alvará também não tem validade”, destaca.

O vereador Djalma Araújo (Rede), que inicialmente questionou a pesquisa de opinião na Casa, propôs um decreto legislativo para suspender a concessão do alvará. “Aquela obra não pode ser construída naquele local, além do impacto de trânsito e de vizinha, vai trazer grandes transtornos.”

O Nexus, que será  shopping, hotel e edifício comercial, é fruto de uma parceria entre as empresas Consciente Constru­tora e Incorporadora, de Ilézio Inácio Ferreira, e a JFG Incorporações, de Júnior Friboi. O empreendimento irá ocupar uma área estimada de quase 110 mil m².

A torre corporativa terá 22 pavimentos, sendo uma sala por andar, ocupando cerca de 30,6 mil m²; o shopping terá três andares, ocupando uma área estimada de 35,5 mil m²; a torre chamada de “office/studio” terá 25 pavimentos, sendo 12 salas por andar em uma área de cerca de 25,1 mil m²; por último, a torre do hotel com 17 andares, sendo 12 quartos por andar, irá ocupar uma área de 18,378 mil m².

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