CEI da SMT vai ouvir donos da Trana Tecnologia na próxima segunda-feira (12)

Proprietário e representante legal em Goiás irão responder questionamentos como o preço mensal cobrado e forma de controle dos equipamentos estragados

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura irregularidades na Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) vai ouvir na próxima segunda-feira (9) o proprietário da Trana Tecnologia, Marcus Pinto Rôla, e o representante legal da empresa em Goiás, Venício Prata Júnior. A empresa operou fotossensores em Goiânia de 2010 até maio de 2017. Durante a CEI já foram detectados indícios de irregularidades e superfaturamento.

O preço mensal cobrado pela empresa Trana será questionado pelos membros da Comissão. No último contrato o valor por faixa fiscalizada era de R$ 2.627,45, enquanto a empresa Eliseu Kopp, a nova contratada da Prefeitura, apresentou um preço de R$ 1.695,00, que ainda estava superfaturado.

O depoimento de um servidor da SMT comprovou o que a documentação já indica: a prefeitura pagou por equipamentos que nem estavam instalados. O contrato previa o pagamento de 305 faixas e o repasse à Trana foi feito, integralmente, desde o início do contrato, apesar de o cronograma de instalação dos fotossensores ser gradativo.

Desde novembro de 2009 a Trana passou a receber o valor integral do contrato, mesmo sem ter instalado os equipamentos. “As notas fiscais comprovam essa irregularidade”, explica Elias Vaz.

Os vereadores também questionam como era feito o controle dos equipamentos estragados. Relatórios entregues à CEI apontam que apenas 20% das imagens registradas pelos equipamentos eram validadas, provando que os equipamentos não estavam em plenas condições de uso.

No contrato existia uma previsão de desconto no pagamento de fotossensores que não estavam funcionando, mas os vereadores apuraram que o valor repassado para a empresa sempre foi integral.

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