CEI da SMT confirma audiência com dono de empresa de fotossensores

Empresa venceu de processo licitatório para instalação e manutenção dos radares em Goiânia

O presidente da Eliseu Kopp & Cia Ltda, Lino Munaro, confirmou nesta quinta-feira (11/5) depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na Secretaria Municipal de Trânsito para quinta-feira, 18 de maio, às 14 horas.

A empresa venceu a licitação realizada no ano passado para operação de fotossensores em Goiânia. “Queremos saber detalhes dos gastos previstos na planilha de custos e de todo o processo licitatório. Já identificamos indícios de irregularidades. Não podemos permitir que a necessidade de controle de trânsito na capital sirva como pretexto para a prática de corrupção”, afirma o presidente da CEI, vereador Elias Vaz (PSB).

O promotor de Patrimônio Público, Fernando Krebs, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) adiantou que vai participar da reunião. Ele recebeu hoje dos vereadores da CEI documentos com a planilha de custos apresentada pela empresa e garantiu que vai recomendar à prefeitura que aguarde a investigação da CEI para só depois assinar o contrato. “Nós queremos explicações dos representantes da empresa sobre os valores cobrados”, afirma Fernando Krebs.

A Comissão teve acesso nesta quinta a uma cópia integral do processo licitatório, com mais de 1,5 mil páginas. Em uma análise prévia, porém, foi possível identificar trechos com indícios de superfaturamento. Enquanto a Trana, empresa detentora do contrato até o ano passado, estipulou, em 2010, custo de energia elétrica em R$7,5 mil por quatro anos, a Eliseu Kopp prevê gastar R$3 milhões em cinco anos.

Também chamou a atenção dos vereadores o volume de tributos. Em 2010, índice apresentado pela antecessora, Trana Tecnologia, era de 13% para quatro anos. Já a Eliseu Kopp aponta índice de 32% em cinco anos. “Na planilha da Trana, que já era faturada, o total de tributos ficaria em quase R$1,5 milhão. A Kopp diz que vai gastar R$21 milhões só com tributos. É preciso explicar isso”, explica o presidente da CEI.

Ele reforça o envolvimento da empresa em irregularidades em outros estados. “O dono foi preso em uma operação da Polícia Federal em 2014 e a empresa chegou a ficar impedida de negociar com o poder público por um período”.

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