CEI da Saúde vai avaliar novo pedido de afastamento da secretária Fátima Mrué

Relatório a ser entregue na próxima semana irá levar em consideração omissão da atual gestão

Fátima Mrué| Foto : Wictória Jhefany / Câmara Municipal

Os vereadores que compõem a Comissão Especial de Inquérito que investiga irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia podem aprovar novo requerimento pedindo o afastamento imediato da secretária Fátima Mrué, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com o  vereador Elias Vaz (PSB), relator da comissão, a suspensão por parte do Ministério da Saúde de repasse de recursos ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Goiânia irá fortalecer o relatório da CEI, que deve ser entregue na próxima semana.

Questionado sobre um novo pedido de afastamento, o vereador disse que está “estudando todas as medidas cabíveis a partir das irregularidades detectadas”. “Estamos analisando todas as responsabilidades e vendo qual tipo de penalidade. Existe a possibilidade”, declarou ao Jornal Opção.

“Essa medida é mais uma demonstração da péssima gestão. O prefeito insiste em manter essa secretária. Isso é um absurdo. Essa gestão está afundando a Saúde em Goiânia”, declarou.

A vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB), integrante da Comissão, também criticou a atual gestão. “Novamente vemos um episódio de irresponsabilidade da prefeitura em não acreditar nos avisos feitos. A secretária [de Saúde] desconsiderou a informação, esgotaram os prazos, sendo omissa”, disse.

Em resposta à reportagem, a SMS disse que “a atual administração trabalha para corrigir as pendências e se adequar aos critérios do Ministério da Saúde para receber o recurso novamente”, diz a nota.

Corte

Os recursos que foram suspendidos são monitorados por técnicos do Ministério da Saúde que avaliam se os serviços prestados pelas cidades estão sendo bem desenvolvidos. Se a política está sendo bem empregada, a União incrementa o valor dos recursos. Caso contrário, ela suspende o envio. Foi o que ocorreu com Goiânia. Em março, técnicos do governo federal avaliaram que as bases do Samu estavam sucateadas e veículos em péssimo estado.

A equipe monitorou todas as bases que estão dentro do município, que hoje são 13 unidades de suporte básico e quatro unidades de suporte avançado. Com a publicação da portaria, Goiânia será punida com a suspensão de R$ 250 mil por mês, que eram enviados para os serviços de urgência e emergência pré-hospitalar móvel.

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