CEI da Saúde denuncia gasto de R$ 11 milhões com terceirização de raio-X

Sucateadas e enferrujadas, máquinas estão sem uso nas unidades da capital

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Os vereadores Elias Vaz (PSB) e Jorge Kajuru (PRP) denunciaram nesta segunda-feira (9/4) gasto da prefeitura de R$11.242.913,70 nos últimos dois anos com a terceirização do serviço de raio-X em seis unidades de saúde da capital. Enquanto isso, nesse mesmo período de dois anos, segundo apurou a Comissão Especial de Inquérito que investiga a situação da Saúde em Goiânia, estão encaixotados no almoxarifado aparelhos de raio-X novos.

Os membros da CEI já haviam identificado a existência dos equipamentos em dezembro e questionaram a Secretaria Municipal de Saúde. Quatro meses se passaram e hoje os vereadores comprovaram que os aparelhos continuam no almoxarifado. “As caixas estão lá, para quem quiser ver. O que justifica isso? A prefeitura paga uma empresa e mantém os aparelhos no almoxarifado? É injustificável”, destaca o relator da CEI.

O contrato com a Techcapital foi assinado em 2014 para atender os cais de Campinas, Bairro Goiá, Chácara do Governador, Upa Itaipu, Upa Noroeste e o Crof. Na semana passada, Elias Vaz vistoriou os equipamentos fornecidos pela empresa no cais de Campinas e no Crof. “Estão sucateados”, afirma.

No Crof, que é referência em ortopedia no Município, os pés das macas de raio-X estavam enferrujados e remendados com esparadrapo. A máquina usada para revelação não tem botões e também está desgastada pelo tempo de uso.

Além disso, os equipamentos têm data de 8 de junho de 2009, o que contraria os termos do contrato. Um dos itens é bem claro: os equipamentos antigos das unidades, que pertenciam à prefeitura, “devem ser substituídos pela contratada por equipamentos novos ou com até dois anos de uso no prazo máximo de 90 dias”.

“Isso significa que, quando o contrato foi assinado, os equipamentos já estavam irregulares. Em 2014, o aparelho que encontramos tinha cinco anos de uso. Além de cobrar caro, a empresa ainda descumpre o contrato. Enquanto há tantas necessidades na Saúde e a prefeitura alega problemas financeiros, registramos esse gasto absurdo enquanto há equipamentos novos encaixotados”, afirma Elias Vaz.

O processo de compra de 13 aparelhos é o 62536781. O pedido foi autorizado no dia 14 de julho de 2015. A empresa que venceu a licitação foi a Sawae Tecnologia Ltda. A última entrada foi registrada no dia 29 de março de 2016, totalizando sete aparelhos no almoxarifado da prefeitura. “O número é justamente o de unidades que têm equipamentos contratados com a TechCapital. Não há justificativa para a prefeitura manter o contrato e guardar os aparelhos que comprou”, afirma o vereador Jorge Kajuru. (Da assessoria do vereador Elias Vaz)

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