Empresa que fez manutenção da frota da Secretaria de Saúde atuou sem contrato, aponta CEI

Além disso, Neo Consultoria e Administração de Benefícios Eireli, nova empresa que ganhou licitação, apresenta problemas com Judiciário e cobra três vezes mais caro

Secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué | Foto: Alberto Maia

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Goiânia que investiga irregularidades na Saúde municipal, apontou que, entre a prestação de serviços da Útil Pneus, Peças e Serviços Ltda, responsável pela manutenção da frota da secretaria, e a assinatura do contrato com a nova empresa, uma outra companhia, a Mecânica Inovar, prestou serviços sem contrato.

A informação foi dada pela gerente de transportes da secretaria, Maxilania Clemente Costa. De acordo com ela, a medida foi feita por coação de Luiz Antônio Teófilo, representante da Saúde.

Também foram convocados nesta quinta-feira (22/2) a secretária Fátima Mrué, o representante da empresa Útil Pneus Peças e Serviços, Carlos Roberto Valadão e o supervisor de transportes da secretaria da Saúde, Wilson Rodrigues de Oliveira.

Antes de prestar depoimento, Fátima respondeu aos jornalistas e, como a várias outras perguntas, alegou “desconhecimento da informação”.

Alvo de investigações, a Útil Pneus, Peças e Serviços Ltda, com sede no Setor dos Funcionários, em Goiânia, teria recebido R$13.745.469,05  da prefeitura entre 2012 e 2016, o que representa gastos de R$ 37.250 com reparos de cada veículo.

Acontece que a nova contratada, Neo Consultoria e Administração de Benefícios Eireli, é alvo de investigações no Judiciário em Pernambuco. De acordo com Maxilania, em depoimento, a empresa pratica ainda um valor três vezes maior que da empresa anterior, já investigada por superfaturamento.

Além disso, como explicou o vereador Elias Vaz (PSB), a Neo, na verdade, faz uma cotação de três outras empresas para realizar o serviço e, para isso, cobra 15% do valor. “Por isso, há suspeita que os valores são ainda maiores”, explicou.

Imbróglio nos Cais

Inaugurado no último sábado (17/2), o Ciams Urias Magalhães, que ficou fechado para reforma por cinco anos, já apresenta uma série de irregularidades, como apurou o Jornal Opção.

A emissão de autorização de exames, o conhecido “chequinho”, só funciona no período matutino. Quem precisar realizar da autorização depois das 11 horas deve procurar outra unidade de saúde. Além disso, o Ciams não conta com o serviço básico de raio-x.

Apesar dos indícios apresentados pela reportagem, a secretaria negou as falhas. “Estou sabendo agora. A informação que eu tenho é que não está faltando material”, desconversou.

Questionada também sobre a possibilidade de fechamento do Cais Finsocial, Fátima disse que a reforma está com impasse da comunidade local, que não concordou com fechamento da ala de Emergência enquanto a reforma acontece.

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