Policiais militares desobedecem Constituição Federal e se amotinam por aumento salarial

Força Nacional e Exército precisaram intervir | Foto: Reprodução

Os assassinatos durante o motim de policiais militares do Ceará chegam 147. Já são oito dias que os PMs paralisaram as atividades. O movimento foi considerado ilegal pela Justiça estadual e é vedado pela Constituição.

Na segunda-feira, 24, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que não há situação de “absoluta desordem nas ruas”. O ex-juiz participou de reunião para acompanhar a operação Garantia de Lei e Ordem no Ceará.

Moro disse ainda, na ocasião, que está tudo sob controle. Mesmo com o número de assassinatos crescendo.

As 147 mortes foram registradas entre quarta-feira, 19, e domingo, 23. Foram mais de 70 entre a sexta e o sábado.

Atualmente, a segurança pública do Ceará é reforçada por 2,5 mil soldados do Exército e 150 agentes da Força Nacional. Três batalhões da Polícia Militar continuam amotinados.

Homens encapuzados invadiram e tomaram quartéis e chegaram a depredar os locais. Eles reivindicam aumento salarial acima do oferecido pelo governador Camilo Santana.