CCJ da Câmara aprova a criação da Universidade Federal de Catalão

Proposta recebeu parecer favorável do relator, Fábio Sousa (PSDB), e será analisada pelo plenário; projeto tramita em regime de urgência

Relator da matéria, deputado Fábio Sousa destacou importância da universidade para a região | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Relator da matéria, deputado Fábio Sousa destacou importância da universidade para a região | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (30/11), o projeto de lei (PL) 5271/16, que cria a Universidade Federal de Catalão (UFCAT), a partir do desmembramento do campus da Universidade Federal de Goiás (UFG) que fica na cidade do sul goiano

A proposta foi feita pelo governo federal e apresentada pela ex-presidente Dilma Roussef (PT) no dia 10 de maio dias antes de seu afastamento com a abertura do processo de Impeachment.

O PL 5271/16 tramita em regime de urgência desde o dia 8 de junho. O deputado Daniel Vilela (PMDB) propôs urgência para a criação das universidades públicas em Rondonópolis (MT), Catalão (GO) e Jataí (GO. O peemedebista foi relator do projeto nas comissões de Educação e de Trabalho.

A proposta recebeu, na CCJ, parecer favorável do relator, o deputado goiano Fábio Sousa (PSDB). De acordo com o parlamentar, a proposta está de acordo com os requisitos legais e é de grande importância para Catalão e toda a região do sudeste goiano.  “Além disso, a região anseia por essa proposta, que vai alavancar o desenvolvimento do sul do estado, além do Triângulo Mineiro”, disse.

Atualmente, estudam no campus de Catalão da UFG 3,2 mil alunos, em 12 diferentes cursos de graduação. O corpo docente é constituído de 295 professores. O prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB) comemorou mais um passo rumo à criação da UFCAT. “A Regional da UFG já trouxe inúmeros benefícios para nossa gente. Deu suporte para o forte crescimento econômico e social que experimentamos. Com a nossa sonhada UFCAT, nosso processo de desenvolvimento será acelerado”, afirmou.

O prefeito destacou, também, a luta de toda a comunidade acadêmica, e a importância de uma universidade autônoma para uma cidade com mais de 100 mil habitantes. “A UFCAT já vai nascer com o curso de Medicina que vai representar muito para toda a região e vai nos consolidar com um grande polo universitário”, acrescentou.

O custo anual de implantação da nova universidade foi estimado pelo governo federal em R$ 8,2 milhões. O projeto autoriza a contratação de 81 servidores técnico-administrativos por concurso público. Após a criação da UFCAT, o Ministério da Educação (MEC) deverá nomear temporariamente um reitor e um vice-reitor para a unidade. Esse reitor temporário será o responsável por estabelecer as condições para a escolha do reitor da universidade.

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