Casos de sífilis aumentam 453% em Goiás

Secretaria de Saúde lançou campanha para orientar a população para o uso de preservativos e sexo seguro

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), divulgou nesta quarta-feira (18/10) o boletim Boletim Epidemiológico da sífilis. Apesar de todo o trabalho de prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis e de incentivo ao pré-natal desenvolvido pela SES-GO, de 2013 a 2016 constatou-se aumento de 453% de sífilis adquirida, 31% de sífilis em gestantes e 107% de sífilis congênita.

Por isso, foi lançada  uma campanha para orientar a população para o uso de preservativos e sexo seguro, além de informações sobre o tratamento em tempo oportuno, o que evita a propagação da doença

No dia 21 de outubro, é comemorado o dia nacional de combate a sífilis, que ocorre no terceiro sábado do mês de outubro, e uma mobilização de cunho orientativo será realizada por técnicos da SES-GO no dia 19 de outubro no Buriti Shopping, na Avenida Rio Verde em Aparecida de Goiânia, das 10h às 16h.

O combate à sífilis tem mobilizado na SES-GO as seguintes ações: capacitação em testagem rápida para sífilis na atenção básica e nas maternidades, visando o diagnóstico oportuno; capacitação no manejo clínico da sífilis para as regiões de saúde e instituição do comitê estadual de investigação de transmissão vertical de sífilis. Dentre as causas do aumento estão por exemplo, falhas no pré-natal, falta de adesão ao tratamento especialmente por parte dos parceiros homens, diagnóstico tardio ou tratamento inadequado.

Contágio

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível, contagiosa, caracterizada por cancros ou lesões nas regiões genitais e que pode apresentar sintomas variáveis e graus de gravidade, conforme a exposição de cada indivíduo. É causada pela bactéria Treponema pallidum que tanto pode ficar latente no organismo – sem muitos sintomas – como também, nas pessoas reinfestadas, levar a quadros mais graves de adoecimento.

A doença pode ser transmitida pela gestação da mãe ao filho, com sérias repercussões à saúde das crianças com ocorrência de consequências como cegueira, malformações e microcefalia. Por outro lado, a sífilis tem cura e tratamento, desde que o diagnóstico seja feito o quanto antes e os parceiros envolvidos sejam tratados.

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