Caso do menino Bernardo: Detector de mentiras e depoimento de esposa apontam para envolvimento de réu

Evandro Wirganovicz está preso em Três Passos acusado de participação na morte do menino Bernardo

Evandro responde por homicídio qualificado /  Foto:  Fábio Pelinson / Jornal O Alto Uruguai

Evandro responde por homicídio qualificado / Foto: Fábio Pelinson / Jornal O Alto Uruguai

A esposa de Evandro Wirganovicz disse à polícia que o marido, preso em Três Passos acusado de participação na morte do menino Bernardo, não negou o envolvimento no crime. Segundo documento obtido pelo jornal gaúcho “Zero Hora”, a delegada Carolina Bamberg, responsável pelo caso, disse à Justiça que a mulher do réu havia o confrontado logo depois que o corpo do garoto de 11 anos foi encontrado no dia 14 de abril, sendo que a única reação de Evandro teria sido o choro.

“Ele somente chorou, ele não falou nada, não falou que não, somente chorou”, teria relatado a esposa à titular. A declaração vai ao encontro do que sinalizou o teste de Evandro com o detector de mentiras da polícia, que apontou “risco de mentira no segmento de fala em que diz não ter nenhuma participação no crime”.

O teste também mostrou que o réu realmente esteve próximo ao local onde Bernardo foi enterrado no dia 2 de abril. Quando questionado acerca do buraco cavado na zona rural do município de Frederico West­phalen, o aparelho detectou altos níveis de estresse, o que evidencia que o assunto é um problema para ele.

Em relação às declarações da esposa de Evandro, o advogado do réu sustentou que ela teria sido inquirida sem defensor e, por isso, deve prestar novo depoimento no dia 18 de setembro.

Caso

Reprodução

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O garoto Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, no município gaúcho de Três Passos, na região Noroeste do Rio Grande do Sul. À época, o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, disse que o filho teria ido à tarde para a cidade de Frederico West­phalen com a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, para comprar uma TV.

No dia 14 de abril, entretanto, o corpo do menino foi encontrado na zona rural do município de Frederico West­phalen, enterrado às margens de um rio, em um saco plástico. Segundo a Polícia Civil gaúcha, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal.

As investigações da polícia levaram à constatação de que Leandro Boldrini e a mulher atuaram como mentores do crime e na ocultação do cadáver. Além de planejar uma história fictícia acerca do desaparecimento do garoto Bernardo para se livrar da acusação, o médico teria auxiliado na compra de Midazolam, um forte sedativo que se aplicado em grandes doses pode causar inconsciência. Graciele Ugulini teria atuado na ocultação do cadáver, juntamente com a amiga Edelvânia Wirganovicz e o irmão Evandro.

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