Caso Martha Cozac pode ter desfecho após 20 anos

Está marcado para o próximo dia 15 de março, o julgamento do crime que vitimou a empresária e o sobrinho de 11 anos e chocou o país na década de 1990

Martha Cosac e Henrique Talone / Foto: Reprodução - TV Anhanguera

Martha Cozac e Henrique Talone / Foto: Reprodução – TV Anhanguera

Está marcada para o próximo dia 15 de março, a partir da das 8h30 da manhã, a sessão do 1º Tribunal do Júri da comarca de Goiânia que vai julgar os réus Alessandri da Rocha Almeida e Frederico Rocha Talone, acusados dos assassinatos da empresária Martha Maria Cozac e de seu sobrinho, o garoto Henrique Talone Pinheiro, 11 anos.

O crime, que aconteceu em 7 de outubro de 1996, já teve a data do julgamento adiada por três vezes. Nas outras oportunidades, recursos da defesa impediram a instalação da sessão do júri.

A decisão de pronúncia que define a nova data do julgamento, proferida em março de 2010 pelo juíz Jesseir Coelho de Alcântara, explica que a materialidade delitiva estava comprovada e, embora os acusados negassem a prática do crime, os indícios de autoria se extraem dos depoimentos prestados pelas testemunhas.

Relembre o caso

Na época, o crime ganhou grande repercussão na mídia local e nacional pela brutalidade do dos assassinatos. Martha Cozac e Henrique Talone foram mortos a facadas, no interior da confecção “Última Página”, de propriedade de Martha, no Setor Sul em Goiânia.

Foram deferidas facadas em regiões vitais do corpo da mulher, que foi encontrada nua e com os pés e mãos amarrados. O garoto teria sido morto por presenciar o assassinato da tia. Ele foi encontrado com as mãos e pés amarrados, os olhos vendados e a boca amordaçada. O menino levou dois golpes de faca, que foi deixada cravada em seu corpo.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), Frederico da Rocha Talone, sobrinho de Martha, e Alessandri da Rocha Almeida teriam cometido o crime e em seguida roubaram um cheque preenchido, assinado e endossado por Martha, no valor de R$ 1,5 mil, a carteira de identidade, cartões de crédito e de banco dela, aparelho de som, joias e dinheiro.

Frederico era empregado de Martha, responsável por serviços de contabilidade da empresa, e tinha acesso à senha pessoal da conta dela. De acordo com a denúncia, no dia do crime Martha havia chegado de uma viagem e telefonado para Frederico, pedindo que ele fosse à confecção no dia seguinte para lhe entregar cheques de terceiros que estavam com ele.

Ainda de acordo com o MP, Frederico e Alessandri foram à confecção no mesmo dia, por volta das 23 horas. Martha abriu o portão de sua residência, onde também funcionava a confecção, e a partir daí a dupla teria praticado os assassinatos e fugido com o dinheiro e objetos. (Com informações assessoria TJGO)

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