Caso hidrogel: TJ marca data para ouvir falsa biomédica e namorado

Réus são apontados como responsáveis pela morte da auxiliar de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) deve ouvir no próximo dia 20 de novembro a falsa biomédica Raquel Policena, acusada pela morte da auxiliar de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos, após aplicação de um procedimento estético para aumentar o bumbum.

Fabio Justiniano, namorado de Raquel, também será ouvido durante a audiência. Os dois respondem por homicídio com dolo eventual, exercício ilegal da medicina e venda de produto falsificado.

Nesta quarta-feira (4/10), o juiz Jesseir Coelho de Alcântara ouviu duas testemunhas de acusação, ambas eram clientes da falsa biomédica e relataram ao magistrado as sequelas dos procedimentos realizados três anos após o escândalo ter vindo à tona.

O caso

Maria José Medrado de Souza morreu no dia 25 de outubro de 2014, no Hospital Jardim América, após ter sido submetida a procedimento estético, denominado bioplastia glútea, com aplicação de Hidrogel Aqualift, em uma clínica de estética.

Segundo o processo, a vítima conheceu Raquel Policena em uma rede social, onde anunciava o procedimento estético. A investigada, que morava em Catalão, veio a Goiânia e se hospedou em um hotel no Setor Oeste, no dia 12 de outubro de 2014, onde realizou, na companhia do namorado Fábio Justiniano, aplicações de hidrogel nos glúteos de Maria José e de outras mulheres.

A primeira aplicação não alcançou o resultado e foi preciso realizar uma nova sessão. Maria José queixava-se de dores e de inchaço na região. Foi marcado outro encontro, no dia 24 de outubro, em uma clínica de estética no Setor Parque das Laranjeiras.

A vítima teria sido orientada a usar cola para estancar o vazamento no orifício deixado pela agulha usada para introduzir o Hidrogel no glúteo. Após a segunda aplicação, a mulher já saiu da clínica de estética sentindo mal-estar, especialmente falta de ar.

Ao chegar em casa, o estado de saúde foi se agravando e ela foi levada ao Centro de Assistência Integrada à Saúde (Cais) do Setor Vila Nova. Como o seu quadro se agravou, Maria José foi encaminhada para o Hospital Jardim América e morreu na madrugada do dia seguinte.

 

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