Casamentos adiados e festas suspensas: mercado de eventos em Goiânia sofre com crise do coronavírus

Com ordem expressa para cancelamento de eventos sociais, setor está entre os mais afetados pela pandemia. Empresários traçam panorama de possíveis dificuldades

Foto: reprodução

Entre os diversos setores afetados pela crise do novo coronavírus, o mercado de eventos poderá registrar os maiores prejuízos financeiros. Sem possibilidade de negócios à distância ou entrega por delivery, a exemplo das medidas adotadas pelo comércio, empresários que movimentam as festas da capital estarão de braços cruzados durante o período de quarentena.

No setor de eventos há mais de seis anos, Wellington Jacinto relata que já na primeira semana de restrições contabiliza prejuízos. “Clientes com contratos fechados para março e abril estão remarcando. Não estamos perdendo os contratos já firmados, mas os novos, que estariam sendo fechados nesse período, não estão chegando”, conta o empresário, que trabalha com o fornecimento de serviço de bar em festas de todo o Estado.

O empresário destaca ainda importância de cautela antes das decisões sobre os contratos. “O que nós estamos indicando é esperar esse período estabelecido [de 15 dias]. Ninguém sabe realmente como estará a situação nas próximas semanas ou meses, então há o risco da rescisão do contrato ser em vão”, defende Wellington, acrescentando reconhecer a importância das medidas de distanciamento social.

Em outras áreas do setor de eventos o prejuízo é mais acentuado. Nas casas noturnas, empresários não recebem clientes desde a última semana. Gerente de uma balada da capital, Eduardo Kolody diz que não há previsão de retorno ao funcionamento. “Qualquer previsão de retorno só pode ser dada quando existirem condições seguras para as pessoas circularem, e elas ainda não existem”, afirma Kolody.

“Há uma enorme cadeia produtiva ligada a área da cultura que já começou a perder. Esperamos que assim que as medidas urgentes com relação a saúde da população sejam atendidas, o governo possa desonerar os cidadãos de diversos encargos, para minimizar prejuízos”, segue afirmando o gerente, que finaliza: “Não receber alguns impostos agora pode ser ruim, mas se inúmeras empresas quebrarem deixando um mar de desempregados, será pior”.

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