A despedida de Fábio Alves Barbosa e Neifa Freitas de Farias Alves, ambos de 50 anos, foi marcada por corredores de aplausos no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. O casal morreu após ser atropelado por uma caminhonete conduzida por um adolescente de 17 anos e teve os órgãos doados pela família.

Vídeos registrados por profissionais da unidade mostram os momentos em que Fábio e Neifa foram conduzidos pelos corredores do hospital antes dos procedimentos para captação dos órgãos. As homenagens ocorreram nos dias 20 e 24 de agosto, datas das mortes de Neifa e Fábio, respectivamente.

Nas imagens, profissionais formam filas nos dois lados dos corredores e aplaudem enquanto as macas passam pelo local. A homenagem é conhecida como corredor de honra e costuma ser realizada em hospitais como forma de reconhecimento aos doadores de órgãos e familiares.

Mesmo diante da morte repentina do casal, parentes autorizaram a doação. Em relato divulgado pelo Mais Goiás, a família afirmou que a decisão representa uma maneira de transformar a despedida em esperança para outras pessoas que aguardam por transplantes.

Fábio e Neifa viveram juntos por 37 anos. Com a doação, órgãos do casal poderão beneficiar pacientes que estão na fila por um transplante.

Acidente aconteceu na Perimetral Norte

O casal estava em uma motocicleta quando foi atingido no dia 16 de agosto, no cruzamento das avenidas Perimetral Norte e Campinas, em Goiânia.

Segundo as informações do caso, a caminhonete era conduzida por um adolescente de 17 anos, que teria avançado o sinal vermelho. Também foi constatado que o menor havia ingerido bebida alcoólica.

Neifa permaneceu internada até o dia 20, quando teve a morte confirmada. Fábio continuou hospitalizado em estado grave e teve a morte encefálica constatada quatro dias depois, em 24 de agosto.

Após as duas mortes, a investigação, que inicialmente apurava ato infracional análogo à lesão corporal culposa, passou a considerar ato infracional análogo ao homicídio culposo.

O adolescente permanece apreendido em uma cela da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) enquanto aguarda transferência para o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case).

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