Carlos Nuzman é condenado a 30 anos de prisão por corrupção

Ex presidente da COB é considerado culpado por crime de corrupção passiva e organização criminosa

Ex-presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman é condenado a 30 anos de prisão | Foto: divulgação

O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman foi condenado na última quinta-feira, 25, a 30 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, também condenou o ex-governador Sérgio Cabral e o ex-diretor da Rio-16 Leonardo Gryner, acusados de envolvimento no esquema.

De acordo com o Ministério Público Federal, os três participaram do pagamento de US$ 2 milhões ao senegalês Lamine Diack, ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo, em troca de votos para a candidatura carioca na eleição no COI realizada em outubro de 2009.

O dinheiro, segundo a investigação da Procuradoria, foi viabilizado pelo empresário Arthur Soares e debitado da propina combinada por ele a ser paga para o ex-governador.

Nuzman, que comandou o COB por pouco mais de 20 anos, tem o direito de recorrer da decisão em liberdade. Ele chegou a ser em preso em 2017 pela Polícia Federal (PF), mas deixou a cadeia e passou a cumprir prisão domiciliar.

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