Carlos Bolsonaro participou de reunião com a Pfizer, afirma gerente da empresa em CPI

Filho do presidente Jair Bolsonaro e vereador do Rio de Janeiro, Carlos não tem cargo no Executivo, mas participou de reunião com a farmacêutica junto com ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten

O ex-presidente da Pfizer no Brasil e atual gerente geral na América Latina, Carlos Murillo, Carlos Murillo, disse nesta quinta-feira, 13, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, no Senado, que o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) participou de uma reunião com a Pfizer no Palácio do Planalto em dezembro do ano passado. Carlos é filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas não tem cargo no Executivo.

A reunião, no dia 7 de dezembro, foi lembrada pelo ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, que depôs na CPI na última quarta-feira, 12, mas ele não citou Carlos Bolsonaro. Em seu depoimento, o ex-secretário disse que teve poucos contatos com o vereador.

Segundo o executivo da Pfizer, a reunião era inicialmente com Wajngarten. Após cerca de uma hora, Wajngarten recebeu um telefonema e, minutos depois, chegaram Carlos Bolsonaro e o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República Filipe Martins. Wajngarten então explicou a eles o que já tinha ocorrido. Carlos saiu pouco depois, enquanto Martins permaneceu no local.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta depôs na CPI no último dia 4, ocasião em que afirmou que Jair Bolsonaro era aconselhado no âmbito da pandemia por uma “assessoria paralela”. Mandetta disse que o presidente se reunia com pessoas que não integravam o governo, que davam recomendações sobre o combate à covid-19, e que o vereador Carlos Bolsonaro esteve presente em diversas reuniões no Palácio do Planalto sobre o tema.

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