Carlos Bahia assume responsabilidade em caso do Imas e é solto

Ex-diretor do Imas foi liberado pelo MP-GO por considerarem que a prisão não se fazia mais necessária

Foto: Divulgação

O ex-diretor do Instituto de Assistência a Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), médico Carlos Bahia, foi solto na tarde de quinta-feira, 28. Segundo seu advogado, Rodrigo Lustosa, ele assumiu sua responsabilidade no caso e se apresentou como “investigado colaborador.

“Tivemos uma reunião com o Ministério Público de Goiás na quinta-feira, 28, e ponderamos sobre o teor das declarações de Carlos Bahia, e acredito que o MP-GO tenha se convencido de que ele está colaborando com as investigações e, por isso, determinou que a prisão não se fazia mais necessária”, contou o advogado.

Segundo ele, Bahia tomou a responsabilidade por todos os atos em que era denunciado, que não foram detalhados pelo advogado, que considerou o sigilo da operação. Em relação aos demais envolvidos, Lustosa disse não saber informar.

Na semana passada o Jornal Opção publicou uma entrevista com o médico Glaydson Jerônimo da Silva, que também foi preso na operação. Ele disse ter se sentido lesado por Carlos Bahia ao ter seu nome envolvido nas investigações. Glaydson locava espaço em sua clínica para empresa de fachada de Bahia.

Sobre isso, o advogado disse que cada caso será analisado individualmente e não cabem antecipações no momento. “Nós não conhecemos tudo o que há em relação a isso”, disse. Agora Bahia aguarda, em liberdade, o fim das investigações e futura ação penal.

Entenda

O ex-diretor foi preso no dia 21 de fevereiro, na Operação Fatura Final. Segundo o MP, os investigados falsificavam documentos para apropriar-se de verbas do Imas. Além dele, foram presos o então presidente Sebastião Peixoto, uma advogada e mais quatro médicos.

As fraudes aconteciam em atendimentos médicos inexistentes, registrados em uma clínica de fachada que foi credenciada no Imas por contrato celebrado no valor de RS 10 milhões.

Os promotores apuraram uso indevido de registros de conveniados do Imas em dezenas de procedimentos médicos fraudulentos, voltados para beneficiar a clínica conveniada e que era vinculada a Bahia. Carlos Bahia foi nomeado por Peixoto para o cargo de diretor e atuava autorizando os procedimentos fraudulentos.

Além disso, apura-se a existência de outras fraudes no instituto, notadamente, o vultoso aumento de faturamento e benefícios para pagamento de hospitais e prestadores de serviço do Imas.

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