Carlesse e deputada são investigados por comandar esquema de funcionários fantasmas

Operação Assombro foi deflagrada pela PF em 2020. Suposto contratados receberiam do estado para trabalhar nas eleições

Valderez, Carlesse e Lázaro Botelho. | Foto: Pedro dos Anjos/Assembleia Legislativa do Tocantins

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo de Tarso Sanseverino, revelou que outro processo que envolve o governador afastado do Tocantins tramita em seu gabinete. A denúncia diz respeito a um suposto esquema de contratação de funcionários fantasmas que trabalhariam nas eleições. A deputada estadual Valderez Castelo Branco (PP) também é investigada.

O processo é referente à Operação Assombro, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2020. A investigação revelou que funcionários fantasmas foram contratados para receber do estado e trabalhar nas eleições.

O esquema teria núcleos político, administrativo e empregados. Além do governador afastado e da parlamentar, um ex-secretário de estado estaria envolvido. Os dois políticos, inclusive, atuaram juntos nas eleições de 2018.

As denúncias apontam que os dois forjaram contratos temporários para cabos eleitorais. Carlesse seria responsável por tomar decisão das contratações para conseguir votos e vencer as eleições. A deputada fazia promessa de vantagens aos funcionários e era responsável pela articulação política.

Por desviar dinheiro de funcionários para fazer campanha, os dois respondem por crimes eleitorais. A Procuradoria Geral da República pediu condenação de Carlesse e Valderez por peculato e organização criminosa.

Conforme divulgou o portal G1 Tocantins, a parlamentar alegou que não foi ouvida e negou as acusações. O governador afastado apontou que as respostas serão dadas no processo.

Com informações do G1 Tocantins

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