“Sorridente e de coração gigante”, assim era conhecido soldado assassinado em Aparecida

“Ele tinha apenas duas preocupações na vida: a família e a profissão”, contou uma amiga do militar conhecido por “Montanha” entre os mais íntimos

Foto: Reprodução

Na segunda-feira, 23, os noticiários anunciavam a morte do soldado Walisson Miranda Costa. O policial militar foi alvejado com um único tiro na região da sobrancelha enquanto retornava à base do Comando de Policiamento Especializado (CPE), em Aparecida de Goiânia. Acompanhado por outros três policiais, o militar chegou a ser socorrido e foi encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Horas depois, morreu.

Durante o velório, realizado na capela principal da Nacional Funerária, nesta terça-feira, 24, no centro do mesmo município, os relatos dos familiares e amigos demonstravam que por trás de sua farda havia um ser humano minimamente cativante. O pesar de sua perda era nítido na imagem de cada um dos companheiros de farda e também de outros conhecidos que, aos poucos, se reuniam no local para se despedir.

Soldado Walisson (à esq) posa ao lado de outros integrantes do CPE / Foto: Reprodução

O Montanha — assim era conhecido entre os mais íntimos — sem dúvidas será lembrado como “um cara sorridente e de coração gigante”. “Não tinha tempo ruim com ele. Ele jamais deixou transparecer qualquer problema que tivesse”, contou um cabo integrante do CPE que, por fim, se limitou a dizer que Walisson era simplesmente “muito feliz”.

Aos 28 anos, o jovem deixa a mãe e três irmãs. Uma delas, a caçula, dividia a casa com ele e sua mãe no Setor Colina Azul. Walisson não tinha filhos, nem esposa. “Ele tinha apenas duas preocupações na vida: a família e a profissão”, contou uma amiga.

Comboio de viaturas na BR-153 segue em direção ao município de Aparecida de Goiânia logo após a divulgação da morte do militar / Foto: Reprodução

Amigos, por sinal, não lhe faltava. A mãe de um deles acompanhou todo o velório e lembrou que Walisson frequentemente almoçava em sua casa. “Ele e meu filho eram muito próximos”, disse. Um familiar contou que já fazia um “tempinho” que não via Wallison, mas enfatizou que se lembra muito bem do último encontro: “Ele me abraçou, me beijou e saiu. Disso eu não vou esquecer”.

O jovem deu início à carreira militar ainda no ano de 2016. Seu principal orgulho era servir “a gloriosa Polícia Militar de Goiás”. “O Walisson amava o que fazia. Amava ser policial. Amava a Polícia. Desde muito cedo sonhava em se tornar parte disso”, revelou o familiar. 

Como aconteceu

No momento do crime, Walisson estava em uma viatura descaracterizada (Chevrolet Ônix) e acompanhado por outros três policiais militares. Eles cumpriam um serviço de inteligência para Polícia Militar de Goiás (PMGO). Nenhum dos militares estavam fardados.

Ao partirem em direção a base do CPE, uma caminhonete de cor escura se aproximou do veículo ocupado pelos policiais e efetuou o disparo fatal. O tiro atingiu a cabeça de Walisson e acertou, de raspão, outro militar que também ocupava o banco traseiro do veículo.

Um dos policiais chegou a reagir disparando contra a caminhonete ocupada por dois indivíduos ainda não identificados pela polícia. Diante da gravidade dos ferimentos do companheiro, o condutor da viatura optou por seguir para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Buriti Sereno.

Uma resposta para ““Sorridente e de coração gigante”, assim era conhecido soldado assassinado em Aparecida”

  1. Alexandre disse:

    SOLDADO WALISSON GRANDE GUERREIRO ERA DO CADASTRO DE RESERVA DA PMGO 2012 ERA UM GRANDE GUERREIRO DA LUTA ,LAMENTAVEL .

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