Capa da IstoÉ com Dilma gera polêmica e acusações de machismo

Internautas reagem à capa da última edição da revista, que trata a presidente como louca, agressiva e descontrolada 

À direita, controversa capa da IstoÉ desta semana; à esquerda, montagem feita por internautas em resposta ao teor da matéria

À direita, controversa capa da IstoÉ desta semana; à esquerda, montagem feita por internautas em resposta ao teor da matéria

A capa da última edição da revista IstoÉ tem gerado polêmica nas redes sociais, acusações de machismo e misoginia, e ainda promete muita repercussão, na web e fora dela.

Na edição desta semana, a publicação traz uma reportagem intitulada “As Explosões Nervosas da Presidente”, que trata sobre supostos casos de descontrole emocional da petista, chegando a comparar a presidente com Maria I, a Louca, rainha de Portugal no fim do século 18.

“A mandatária está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. […] A medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar”, afirma um dos trechos da reportagem.

Nas redes sociais, em resposta à matéria, a hashtag #IstoÉMachismo tem sido usada por usuários e acabou se tornando um dos assuntos mais comentados neste final de semana.

Jornalistas e grupos feministas engrossam o coro contra a revista na web. As críticas repousam no argumento de que a matéria reforça o estereótipo machista que relaciona as mulheres ao descontrole emocional, logo, inapropriadas para assumir cargos políticos e de liderança.

A repercussão do caso, no entanto, não deve ficar apenas no mundo virtual. A Advocacia Geral da União (AGU) divulgou no último sábado (2) que defende a abertura de inquérito para apurar crime de ofensa praticados pela publicação contra Dilma.

No comunicado, a AGU afirma também que requisitará ao poder Judiciário a abertura de investigação e informa que advogados particulares da presidente também já estudam medidas para o ressarcimento dos danos morais causados.

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Rogdrigo Leal

a revista apenas esta dizendo o que acontece, nada mais

Francisco Gabriel

Não vi nada de machismo, a matéria se encaixaria perfeitamente se o presidente fosse o FHC, o Aécio ou o Temer. Provavelmente essa acusação de machismo vem da parte das mulheres do PT que tem o grelo duro nas palavras do ex-presidente Lula.

Rafaela Moraes

Se fosse contra alguma mulher da oposição, a esquerda ficaria calada e não seria nem um pouco solidária… mexeram com a queridinha dela já viu né?

Cirlei Araujo

Todos partidários, nenhum dos contestadores trata do mérito em si.
É a velha tática diversionista para desviar o foco da opinião pública desse lamentável comportamento da presidente, nada mais que o puro mimimimi do politicamente correto.

Mafa Gaspar

Acho que o problema vai alem do suposto machismo. O fato que o suposto “jornalismo” conta apenas um lado da historia, e faz tal desrespeitando (e muito) uma pessoa que como qualquer outra merece respeito deveria ser o grande problema na capa da revista. Nao sou a favor da Dilma, mas tambem nao sou a favor de desrespeito se escondendo por traz de “jornalismo”

jefferson Rafael

A questão é que a presidente, é uma figura pública, logo, sujeita naturalmente a levar severas críticas de grandes jornais, como a ISTOÉ. Então, não faz tanto sentido todo esse barulho na internet por esta crítica do jornal, e acusações infundadas de machismo e misoginia.

Molina

a carapuça serviu, em gênero, número e grau! como uma luva!