Candidatos de oposição reforçam discurso de mudança e Eliton cobra coerência política

Governadoriáveis mantêm estratégias durante debate na rádio Sagres, na manhã desta quarta-feira (12/9)

Divulgação

O debate realizado pela rádio Sagres na manhã desta quarta-feira (12/9) entre os candidatos ao governo de Goiás apontou para consolidação dos discursos de campanha adotados pelos governadoriáveis, há menos de um mês do primeiro turno das eleições.

Enquanto os candidatos opositores reforçaram a necessidade de mudança e concentraram as críticas à administração estadual, o governador e candidato à reeleição, José Eliton (PSDB), cobrou coerência política dos adversários.

Divulgação

“Temos responsabilidade. Diferente daqueles que querem só jogar para a plateia”, criticou Eliton, em certo ponto do programa, ao mencionar proposta do senador Ronaldo Caiado (DEM) de extinguir a denominada terceira categoria da Polícia Militar.

O governador também citou os ganhos do Estado nos últimos anos e reforçou que Goiás é referência nacional em geração de emprego. De longe o maior alvo das críticas, Eliton não se furtou do debate e lamentou as respostas “fantasiosas” dos candidatos.

“Muitos aqui têm apenas o discurso e a retórica, mas quando vão para o mundo real, não conseguem apresentar qualquer proposta factível”, criticou ao debater com Daniel Vilela (MDB).

Em entrevista à imprensa após o debate, Zé Eliton disse que ficou claro que há “um jogo de cartas marcadas entre os quatro candidatos tentando desconstruir as realizações do governo que tornou Goiás referência no país”.

Daniel, o aguerrido

Divulgação

Ao assumir o papel de oposição, o emedebista Daniel Vilela usou o debate para se colocar como alternativa entre Caiado e Eliton. Entre as propostas, o candidato falou em reduzir a carga tributária para a população com menor poder aquisitivo, criar mais delegacias especializadas no atendimento à mulher e acertar parcerias com o setor privado para se investir mais em cultura no Estado.

O emedebista também foi enfático ao enfrentar os adversários e não fugiu do embate. Entre os momentos de maior destaque, Daniel pediu a Eliton que explicasse a crítica que faz a Caiado quanto ao democrata “não ter autoridade moral para falar de corrupção”.

Eliton citou incoerências políticas do democrata, lembrando que o oponente nunca se posicionou sobre os escândalos de corrupção envolvendo o próprio partido e que criou um personagem para o período eleitoral. Na réplica, o emedebista aproveitou para atacar ambos e lembrou que Caiado e Eliton pertenciam, não faz muito tempo, ao mesmo grupo político.

“Essa é uma eleição de dois caminhos: continuar como está com José Eliton ou Caiado, ou escolher uma nova proposta para as práticas políticas em nosso estado”, afirmou Daniel, já nas suas considerações finais.

Caiado, o “conciliador”

Se Eliton e Daniel não fugiram do embate, o senador Ronaldo Caiado (DEM), líder das pesquisas eleitorais, fez questão de evitar confrontos diretos. Mantendo a estratégia de debates anteriores, Caiado não se aprofundou em temas polêmicos, como o apoio na disputa presidencial.

Caiado se apoiou no discurso de renovação, fez críticas no campo administrativo, citou algumas propostas, como a recriação da Secretarial Estadual de Cultura, e deixou passar a crítica de que teria criado uma personagem para o período eleitoral ou ainda que teria feito sua carreira política falando mal do ex-presidente Lula.

Além de evitar o confronto direto, Caiado fez questão de focar no eleitorado feminino durante o debate, falando de temas como a saúde da mulher e o alto índice de feminicídio no Estado.

“O grande debate é focado em propostas. Não adianta vir para uma ‘seara’ pessoal. Ordem pessoal a sociedade conhece cada um de nós”, afirmou, em entrevista, ao comentar o debate.

Deixe um comentário