Candidato a vereador de Goianira é acionado por usar ambulância para conquistar votos

Para promotor, Luciano Alves Custódio, o Luciano da Ambulância, teria se aproveitado de momentos de necessidade dos cidadãos para fornecer transporte em troca de votos

O vereador de Goianira Luciano Alves Custódio, candidato à reeleição, foi acionado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por usar uma ambulância para conquistar votos no município. A ação de investigação judicial eleitoral foi ajuizada pelo promotor Paulo Rangel de Vieira, da 101ª Zona Eleitoral. Segundo o promotor, Luciano e João Bosco Lopes da Silva são suspeitos de abuso do poder econômico durante o período eleitoral.

Conforme consta na ação, o vereador está concorrendo à reeleição com o nome Luciano da Ambulância, em referência ao trabalho executado pelo candidato, que promove o transporte gratuito de pessoas que necessitam do transporte. Para o período eleitoral, o veículo em questão teve a lataria pintada com a seguinte frase: “Vereador Luciano a serviço do povo”. A ambulância pertence a João Bosco, que permitiu a utilização do veículo para o transporte de pessoas, bem como sua pintura para realização da propaganda.

Para o promotor, tanto Luciano quanto João Bosco comprometeram a disputa eleitoral, “uma vez que se aproveitaram dos momentos de necessidade dos cidadãos para fornecer o transporte por meio de ambulância em troca de votos e apoio eleitoral”. Paulo Rangel afirma ainda que a conduta configura abuso de poder econômico, já que a utilização do veículo como ambulância personalizada faz referência ao primeiro mandato do vereador e afeta a legitimidade do pleito eleitoral.

Na ação, o promotor afirma acreditar na ligação entre “o tipo de serviço oferecido gratuitamente à população e a intenção eleitoreira por parte dos acionados”. Por isso, requer a imediata expedição de mandado de busca e apreensão do veículo. Caso o automóvel não seja localizado, Paulo Rangel pede a proibição imediata da circulação da ambulância, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil.

O promotor solicita, ainda, a cassação do registro de candidatura de Luciano Alves Custódio e a decretação de inelegibilidade por oito anos de ambos os acionados. (Do Ministério Público de Goiás)

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