Câncer de próstata: “deixem o preconceito de lado e cuidem da saúde”, adverte especialista

Tabu com o próprio corpo, medo de doenças e cultura machista afastam os homens dos cuidados com a saúde, mas novas terapias para o câncer de próstata ajuda a manter qualidade de vida

médica oncologista Danielle Laperche

Segundo dados do Ministério da Saúde, sete em cada dez homens só vão ao médico por influência da mulher ou dos filhos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recentemente, mesmo com coberturas similares dos planos de saúde, 82% das mulheres consultou um médico em 2019 contra 69% dos homens.

O mês de novembro, por sua vez, representa um mês especial em relação ao combate, a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. Apesar do assunto representar um tabu para muitos, a médica oncologista Danielle Laperche lembra que medicamentos e terapias relacionadas ao câncer de próstata foram as que registraram maiores índices de desenvolvimento nos últimos anos.

“É importante que a população saiba dessas possiblidades até para não ter tanto medo de enfrentar o diagnóstico”, afirma a médica oncologista Danielle Laperche. “Temos novos medicamentos e terapias que garantem um melhor tratamento para a doença minimizando dores, sequelas e até minimizando o contato com outros órgãos do paciente”, explica.

Apesar da população masculina se mostrar mais preocupada com a saúde ao longo dos últimos anos, a busca por exames deste tipo ainda é tida como insatisfatória para a comunidade médica. “O cuidado masculino ainda é muito ruim. A mulher, desde mais nova, é estimulada a se cuidar, a se prevenir, enquanto os homens enfrentam muitos preconceitos. Precisamos trabalhar esse lado cultural para que possamos nos deparar com melhores resultados no futuro”, argumenta a especialista.

O cuidado deve ser redobrado especialmente se houver parentes próximos com a doença. “Pessoas que possuem parentes de 1° grau com câncer de próstata devem procurar um especialista o quanto antes pois o risco de manifestação naquele indivíduo passa a ser bem mais quando comparado a população em geral”.

Daniela lembra que um em cada seis homens enfrentam esse tipo de câncer. “Minha mensagem é a seguinte: ‘deixem o preconceito de lado e cuidem da saúde’. Essa é uma doença silenciosa e grande parcela dos casos são descobertos em situação mais avançada. O ideal é o oposto disso, quanto antes for descoberto, melhor será o tratamento e a qualidade de vida do paciente”, assegurou.

Dentre os sintomas da doença estão: dificuldade ou dor ao urinar, sangramento na urina ou renal, dor pélvica e nas pernas. “Esses são sintomas que também atribuídos a outras doenças. Portanto, a orientação é que se faça um acompanhamento e exames precoces junto a um especialista”, conclui.

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