Projeto que foi aprovado no Senado e ainda precisa da sanção do presidente, propõe que o mês de Dezembro seja dedicado à prevenção da doença

Mayara Carvalho

Foi aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (18/10) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 60/2017 que prevê o Dezembro Vermelho, um movimento dedicado à prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com o vírus da Aids.

Se sancionado pelo presidente, prédios públicos deverão ser iluminados com a cor vermelha e o mês inteiro será dedicado ao enfrentamento do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, DSTs, com a realização de palestras e atividades educativas, a veiculação de campanhas na mídia e a promoção de eventos para alertar a população sobre os riscos de se contrair essas doenças.

A proposta da campanha reflete o aumento do número de casos de pessoas infectadas. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que que a taxa de infectados explodiu entre 2006 e 2015 nas faixas de 15 a 19 anos, com variação de 187,5%; de 20 a 24 anos, com alta de 108%, e entre 25 a 29 anos, com aumento de 21%. Além disso, há uma percepção entre os jovens de que a doença não é um problema.

Entre os idosos , a situação não é diferente., O número de casos de HIV entre pessoas acima dos 50 anos dobrou na última década, já que atualmente cerca 80% dos adultos entre 50 e 90 anos são sexualmente ativos. De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, cerca de 4% a 5% da população acima de 65 anos são portadores do vírus HIV, um aumento de aproximadamente 103%.

A mobilização em torno do Dezembro Vermelho deverá se apoiar em parcerias entre o poder público, sociedade civil e organismos internacionais, obedecendo às diretrizes traçadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentamento da Aids e DSTs. A estratégia tem prazo definido até 2020 e visa acelerar esforços de prevenção com o objetivo de reduzir em 75% as novas infecções por HIV.