Campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da violência contra as Mulheres começa no dia 20 de novembro

A ação, que tem o objetivo de amparar mulheres em situação de vulnerabilidade,  arrecadará produtos higiênicos em três pontos em Goiânia

21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres | Foto: divulgação

No dia 20 de novembro, respectivamente Dia da Consciência Negra e Dia Internacional dos Direitos Humanos, se inicia a ação 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que tem o objetivo de amparar mulheres em situação de vulnerabilidade com arrecadação de produtos higiênicos. A campanha, promovida pelo Conselho Estadual da Mulher (Conem) e a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), terá três pontos de coletas em Goiânia: os centros culturais Marietta Telles Machado, Martim Cererê, e Teatro Goiânia.

O Departamento de Recursos Humanos da Secult explica a importância de participar da campanha. “É fundamental se mobilizar de alguma forma nesse período tão delicado. Convidamos toda a comunidade para contribuir com absorventes, sabonetes, creme e escova dental, e, assim, colaborar com a construção de uma sociedade mais justa para todos”, ressaltou a coordenação.

A campanha, conhecida inicialmente como 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, foi criada em 1991, por feministas de diferentes países, reunidas no Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL). A ação é uma mobilização educativa, que luta pela erradicação de qualquer tipo de violência e pela garantia dos direitos humanos das mulheres.

Dados

Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no último ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 2020.

Isso significa que cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano. A porcentagem representa estabilidade em relação à última pesquisa, de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agressão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.