Camila Rosa espera condenação criminal e eleitoral de André Fortaleza

Vereadores se desentenderam durante sessão em Aparecida de Goiânia 

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu na última segunda-feira, 21, que o presidente da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, André Fortaleza (MDB), cometeu violência política de gênero contra a primeira secretária da Casa, a vereadora Camila Rosa (PSD). O inquérito apurou o episódio ocorrido em 2 de fevereiro, durante sessão parlamentar, que foi gravada. Na gravação, Fortaleza mandou  cortar o microfone enquanto a colega vereadora ainda falava

Ao Jornal Opção, a vereadora afirmou que esperava que esse fosse o desfecho policial sobre o caso. “Porque essa é a verdade dos fatos, ou seja, houve violência sim, e por mais que o presidente (André Fortaleça) tenha tentando negar os fatos, desvirtuar os fatos, as cenas do vídeo falam por si. Elas são as provas maiores”, salientou. 

A parlamentar acrescentou que esse inquérito é apenas uma etapa e é referente ao processo criminal. Isso porque, há outros processos na Justiça Eleitoral contra Fortaleza, um aberto por Rosa e outro ajuizado pelo Ministério Público, ambos devem ser complementados com o documento da polícia. “Com certeza, vai robustecer o outro. Qual outro? O que eu fiz na ouvidoria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral)”. 

Agora, Camila espera que a Justiça seja feita. “Eu espero que ele seja exemplarmente punido, conforme a lei para que isso sirva de exemplo e encoraje outras mulheres que sofrem todos os tipos de violência todos os dias a denunciarem e a não silenciarem”, pontua.

Já Fortaleza disse que, embora tenha conhecimento da conclusão do inquérito, ainda não foi notificado sobre a decisão. Mas garante que está tranquila e demonstrou como deve ser a linha de defesa. “Fico muito triste com isso, porque eu em seis anos, eu não tive nenhum processo, nem por improbidade, nem por corrupção, nem por nada, vejo isso até como minha obrigação. Mas eu estou tranquilo. Vou responder (ao processo). Acredito sim na Justiça”, frisou.

O presidente da Câmara Municipal reforçou que não é machista e nem misógino. Em relação ao mandar cortar o microfone da vereadora, ele amenizou a atitude. “No meu pensamento, cortar o microfone de um parlamentar é uma coisa normal, se a gente for analisar isso no âmbito municipal, nacional, estadual, nós vamos ter vários exemplos”, comparou. “Eu senti sim que foi desrespeitado e pedi para que cortasse o microfone e que assim que a vereadora se acalmasse. Eu iria retornar a palavra a ela”, acrescentou. 

Ele sinalizou ainda que o embate com a parlamentar não aconteceu pelo motivo dela ser mulher. “E nunca na minha vida, eu ia distratar ou tomar uma atitude por se tratar de uma mulher, a não ser beneficiá-la e tentar proteger”, disse.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.